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Resenha RM#64 – Shining Hearts Shiawase no Pan

RESENHA MORTÍFERA!

Shining Hearts Shiawase no Pan

(Anime)

Visual bonito, cenário esplêndido, personagens cativantes, trilha sonora ótima e… e o resto? Bem, o resto parece ser um resto mesmo.

Antes de iniciar a sessão de tortura resenha, eu quero deixar bem claro a razão pela qual eu assisti essa coisa:

Agora que vocês já riram da minha cara, vamos ao que interessa. No meu caso o meu interesse é na personagem acima mesmo foda-se huauhauha

Pão com geleia, pão de leite e pão com qualquer porcaria doce ou salgada que você imaginar. É pão pra todo lado, véy. O anime se concentra basicamente no quotidiano de uma padaria formada por um cara boa pinta e trabalhador chamado Rick, e três jovens beldades Neris, Aerie e Amyl. Parece mais um anime feito pra comerciantes da área de alimentícios, cara, sério, na boinha, parece mesmo. Mas não é.

O ambiente maravelhoso é um ctrl+c; ctrl+v de algum game/livro/filme de rpg medieval padrão. Mas o que mais me chamou a atenção não foi o ambiente em si, mas como ele é explicado. Estão todos numa ilha, onde ninguém é nativo de lá, isso mesmo, NINGUÉM. Todo mundo que mora nesse lugar foi trazido do mar em alguma noite de tempestade, recebeu um nome e uma função no reino.  E o que acontece com Rick é exatamente isso, ele foi encontrado na praia, com uma armadura e uma espada?! Mas ele é um padeiro cara? E é isso mesmo.

Eu tive a sensação de que todos estavam sendo vigiados do alto por seres mais poderosos, enquanto as suas vidas eram manipuladas de longe sem que ninguém percebesse. Seria uma representação de um jogo de RPG real? Uma mensagem de que estamos sendo manipulados? Uma verdade disfarçada? Uma alegoria de um futuro próximo? Não sei. Outra coisa é de que tudo o que chega na praia, seja navio, barco, garrafa, ônibus, avião, patinete é propriedade do reino e os cidadãos jamais devem tomar posse de tais objetos sob a pena de serem presos. Tudo é apreendido e vai para o depósito do castelo…

            É basicamente o que acontece, fora isso não acontece nada, ou melhor, acontecem coisas tão normais que dão tédio em quem não gosta de trabalhar numa padaria, acordar cedo e fazer entregas e vendas para seus clientes, poha, quem não gosta disso cara, é tão legal…

Vira e mexe, a massa fica dum jeito, o forninho cai, eita Geovana, e eles correm pra consertar, correm da chuva ai meu deos os pão vão moiá ajudam as criancinhas, fazem amizade com os elfos e um monte de coisas normal. A meu ver isso já tá de bom tamanho, e como disse meu amigo corvo, se o padeiro continuasse padeiro, padeiro seria, ou seja, a conclusão não passaria de um slice of life medieval. Mas o mistério dos moradores da ilha existe para que isso não aconteça.

O nosso protagonista desde o começo tem uma sensação de que está no lugar errado ou de que não deveria fazer o que faz, mas por consideração à suas ameguenhas, continua seguindo com a vida do homi dos pão, porém só até certo ponto.

Durante um assalto, Rick consegue dominar o ladrão que é um ninja, não, não estou falando do Naruto e sua turma, mas um ninja de verdade certo, podem me xingar com uma habilidade espantosa que nem ele mesmo acredita.

Outra coisa que eu nunca vi nesse anime foi dinheiro, não há a tal da “compra e venda”. Você simplesmente não vê o denaro passando da mão do cliente e indo pra mão das padeiras lindas e fofinhas, não sei o motivo, e sempre que a venda acontece a câmera foca nas mãos das pessoas… é algo misterioso… é como se evidenciasse o fato de que dinheiro não existe, ou que dinheiro não se pode comer…

Eu costumo não desperdiçar nenhum anime que eu vejo, ver o lado bom e etc. Para muitas pessoas Corvo Shining Hearts foi uma total perda de tempo, eu digo o contrário não sobre todos os aspectos, existem coisas que simplesmente aparecem do nada e não levam a lugar nenhum, fazendo do anime uma total enrolação cheia de fanservice moe.

Ah o final… eu tenho que lembrar que para muitos foi um final cagado, mas eu não achei de todo. Aliás, o meu senso de criança bobo me fez achar um final muito foda.

(spoiler Alert)

Do nada surge uma legião de inimigos que não falam nada, só sabem rosnar e babar. Eles sitiam a costa da ilha em seus navios à vapor barulhentos e cheios de óleo, e prometem um ataque furioso e devastador. Eita poha.

Pegue o protagonista e alguns coadjuvantes, revele suas reais habilidades e soltem eles na frente do inimigo, é isso.

(fim do spoiler)

“Mas o que diabos você gostou nisso?” Eu optei por gostar de Shining Hearts pela simplicidade como as coisas acontecem, é algo previsível como uma novelinha das seis, e isso concorda com o ambiente em que o anime é ambientado. A sensação que eu tive é a de que estava vendo um filme de cinema americano onde há um vilão a ser vencido, e adivinhem, ele é vencido. Não tem muito o que contar sobre a conclusão pois se você viu até mais ou menos a metade, imagine algo supermegafoda, pelo menos pra mim acontecendo com o nosso querido protagonista padeiro das espadas.

O final, se fosse mais bem trabalhado, provavelmente me deixaria com mais tesão. Eu particularmente gostei do enredo e da sua conclusão que, apesar de fraca no seu todo, não me deixou a desejar como um anime vindo de um visual novel medieval.

Até a próxima, pessoal e eu só vim aqui por causa da Raposa.

Equipe da Publicação:

Autoria: jeferson Capizani
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.

Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Lucas M. Rodrigues.

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