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Resenha RM#63 – Nanatsu no Taizai

RESENHA MORTIFERA!

Nanatsu no Taizai (Seven Deadly Sins)

Anime

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-Autor: Nakaba Suzuki.
-Diretor: Tensai Okamura e Shotaro Suga.
-Editora Original: Kodansha.
-Editora Brasileira: JBC
-Estúdio: A-1 Pictures.
-Exibição Original: 05 de Outubro de 2014 – 29 de Março de 2015.
-Exibição Brasileira: Não exibido no Brasil.
-Emissora Original: TBS.
-Emissora Brasileira: Não tem.
-Temporadas: 1 temporada.
-Arcos Abordados: Temporada completa.
Episódios: 24.
-Duração: 24 Minutos.
-Gênero: Fantasia, Ação, Aventura, Drama, Comédia. 
-Público Alvo: Shonen.

Pecando até o fim!

Aehooo! E aí pessoal, tranquilo? De boas? Cá estou mais uma vez, LMR, e trago pra vocês hoje mais uma resenha, desta vez de uma das maiores revelações Shonen do último ano, 2015, “Nanatsu no Taizai”, também conhecido por estas bandas como “Seven Deadly Sins” ou “Os Sete Pecados Capitais”.

Tudo começa num bar, onde conhecemos Meliodas, um garoto que junto com Hawk, o seu porco falante, administram o negócio. Tudo vai muito bem obrigado, até que rumores de que os exilados do Reino de Liones, traidores dos Cavaleiros Sagrados, estão assassinando pessoas. Eles são os Sete Pecados Capitais.

Enquanto isso, Elizabeth, a terceira princesa de Liones, vai ao encontro dos Sete Pecados Capitais com a missão de recuperar o reino. Quem está defendendo o lado verdadeiro? Continue lendo pra saber.

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Nanatsu no Taizai é um anime muito simples. É um Shonen de porrada bastante padrão eu diria, só que com bem menos episódios do que o esperado de um Hunter X Hunter, Yu Yu Hakusho ou Dragon Ball, com centenas de episódios. Nanatsu é bem mais contido, e eu diria que foi uma grande surpresa ver tudo o que um shonen tem condensado assim, e explodindo tão rápido e com popularidade tão repentina.

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Meliodas é um herói clássico de animes de luta, tem um espírito maligno dentro dele e é engraçado, superpoderoso e parece muito mais infantil do que na verdade é. Elizabeth é uma princesinha inocente e indefesa (até certo ponto) e a trupe reunida com os Pecados Capitais é cativante, tem personalidades próprias, mas não chegam a ser icônicos, com a devida exceção é claro, a Ban, o Hisoka de Nanatsu no Taizai, com um pouco mais de humanidade.

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A narrativa de Nanatsu é muito de boa, é simples e levezinha, você não precisa ficar pensando sobre o que está acontecendo e nem sobre o que aconteceu ou vai acontecer, é bem linear. O que me despertou interesse foi o fato dos Pecados Capitais serem vistos de maneiras diferentes por pessoas diferentes no decorrer da série, maus pelos Cavaleiros Sagrados e bons por algumas pessoas, lembra um pouco de Cavaleiros do Zodíaco, onde nenhum dos lados é o certo, e sim cada um tem o seu próprio ponto de vista a defender.

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Seguindo a narrativa, o enredo é muito fácil de entender e não tem nada de mais, com exceção dos momentos de drama que o anime tem. Se tem semelhanças que eu não pude deixar de perceber é que Nanatsu no Taizai lembra muito Fairy Tail nesse sentido (mesmo que eu considere Fairy Tail melhor)com cenas de fortes emoções, de ação frenética e mais pesadas são bem bacanas. O problema é que elas não necessariamente te deixam realmente animado pro que vai acontecer depois. Vão passando apenas.

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Os vilões da série (que no começo são mostrados como heróis) são desde estúpidos e patéticos até interessantes e realmente poderosos. Nanatsu no Taizai não consegue dar profundidade aos seus vilões e todos eles parecem idiotas ou fracos, ou se são fortes, não tem o menor apelo de carisma. Empata com Fairy Tail se tratando de vilões sem graça ou constrangedores.

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A ambientação de Nanatsu é muito bonita, sempre muito colorida e cheia de bosques, florestas e uma atmosfera bem leve, que aliás, ajuda a criar uma sensação de que a história é uma fantasia envolvendo um mundo de magia.

O universo do anime é bem bacana, não muito explicado ou explorado, é verdade, dá a entender que existem clãs, guildas, criaturas e grupos diferentes, mas os mais maneiros são o dos Cavaleiros Sagrados, os próprios Pecados Capitais e os demônios.

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A pegada política e social do anime é muito sem pé nem cabeça. “Ah Lucas, mas o anime trata de assuntos pesados na sociedade, com a desigualdade e a corrupção, é muito doido”. Ok, o mérito Nanatsu até tem, mas nada disso é explorado de verdade, umas traições aqui e ali, lutas pelo poder, isso é muito daora, mas eu não senti peso nem importância nisso tudo. Eu sei, eu sei, é um Shonen, mas podia ter dado sim mais força a isso, como fez o bem sucedido Akame ga Kill.

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O design é bem marcante, e como eu comentei, eu não consigo deixar de comparar com Fairy Tail e um pouquinho até, de Dragon Ball. Tudo é colorido, animadinho e “felicinho”, cores vivas e muita luz. A trilha sonora é muito boa, algumas músicas podem até não marcar muito, mas no geral as trilhas de abertura e encerramento são colantes. Obra do mestre Jedi Sawano Hiroyuki.

No desenrolar de todas as tretas, os personagens que mais dão as caras são Gilthunder, Dreyfus e Hendricksen, formando a trupe dos Cavaleiros Sagrados mais importantes da série.  Dos Pecados Capitais, outras aparições marcantes são de King e Diane, e disparado, Ban. Ele é daquele tipo de personagem que rouba a cena por sua personalidade e design marcante, e tem um dramazinho no meio. Nakaba acertou em cheio.

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O romance de Meliodas e Elizabeth nunca é de fato consumado, e sempre protagonizam cenas tanto de comédia quanto de drama. Faltou um pouco de profundidade em Elizabeth, ela é apalpada o tempo todo, e por mais que isso seja um alívio cômico, as vezes é um saco por causa da falta de iniciativa dela. Coisa que poderia ter sido desenvolvida.

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As lutas são no geral, legais. Pra falar a verdade eu não achei nenhuma realmente épica, mas a escala das coisas volta e meia aumenta consideravelmente.

O desfecho e o clímax são um caso sério. Ufa, pegue sua espada mágica. Sim, isso. Agora seu escudo. Vista sua armadura. Está pronto?

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Ok. Vamos por partes. Nanatsu não consegue criar um vilão memorável. Hendricksen é de longe, um vilão caricato, com asas, chifres e um desprezo pela espécie humana que é tão batido quanto pudim. É claro, não estou dizendo que isso seja um clichê que ninguém deva usar mais, mas eu digo que o personagem em si, apesar das suas ambições, nunca teve uma atenção devida para ser visto como um antagonista de peso. Ele chega, toca o terror, e…

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O final de Nanatsu no Taizai é tão previsível quanto qualquer outro shonen de porrada. Apesar de algumas perdas, tudo fica lindo e maravilhoso, tudo se resolve, flores crescem e os mortos retornam a vida. Final covarde eu diria. Mas esperado.  E todos se preparam para uma nova aventura.

Nanatsu no Taizai é um anime divertido, leve, com lutas boazinhas, enredo e narrativas bacanas e que merece ser assistido. Condense os animes de luta que você viu até hoje em 24 episódios e você vai curtir bastante. Mas não espere uma revolução no mundo dos animes ou mangás, Nanatsu é mais do mesmo, com receita de bolo e tudo. Mas o maior pecado do anime é não conseguir trazer um clímax à altura.

Só aqui, no Blog RM!

Grande Abraço!

Lucas M. Rodrigues, LMR, Co-Fundador e 

– Opening 1(Abertura): Netsujou no Spectrum (Versão Anime) – Ikimono-Gakari:

– Opening 2(Abertura): Seve Deadly Sins (Versão Anime) – Man With a Mission:

-Ending 1(Encerramento): Seven (Versão Full) – Flow/Granrodeo:

-Ending 2(Encerramento): Season (Versão Full) – Alisa Takigawa:

Equipe da Publicação:

Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.

Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Lucas M. Rodrigues.

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