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Resenha RM#60 – Kiseijuu: Sei no Kakuritsu (Parasyte)

RESENHA MORTIFERA!

Kiseijuu: Sei no Kakuritsu (Parasyte)

(Anime)

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-Autor: Hitoshi Iwaaki.
-Diretor: kenichi Shimizu.
-Editora Original: Kodansha.
-Editora Brasileira: JBC
-Estúdio: Madhouse.
-Exibição Original: 08 de Outubro de 2014 – 25 de Março de 2015.
-Exibição Brasileira: Não exibido no Brasil.
-Emissora Original: NTV.
-Emissora Brasileira: Não tem.
-Temporadas: 1 temporada.
-Arcos Abordados: Temporada completa.
Episódios: 24.
-Duração: 24 Minutos.
-Gênero: Ficção Científica, Terror, Drama, Suspense, Ação.
-Público Alvo: Seinen.

A natureza crua

Olá pessoas! Como estão? Suave? Eis me aqui, depois de tanto tempo, e a vítima de hoje será KISEIJUU mais conhecido como PARASYTE. Amarrem seus fones de ouvido no braço, preparem a mão direita (no bom sentido) e bora pra mais uma resenha aqui, no RM!

Você tem um sonho horrível onde uma cobra parasita entra dentro do seu braço. Você acorda desesperado, tudo aparentemente normal, até descobrir que não era um sonho. Um parasita assassino dominou o seu braço, e outros estão espalhados pelo mundo, a procura de vítimas.

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Como você vai lidar com isso? Escondê-lo? Mostrá-lo? E quando você descobre que ele é ainda por cima inteligente e pode matar quem você ama? São algumas questões que o protagonista da série, Izumi Shinichi é obrigado a discutir.

Izumi é um colegial nerdão que sofre na escola nas mãos dos valentões folgados, é dedicado e um filho que ama muito sua família, além de ter um forte laço com seus pais. Como protagonista Izumi é de longe um dos melhores personagens da série, não só por nos apresentar as tretas que ocorrem, mas por evoluir de maneira incrível no decorrer dos episódios. Ele sofre e aprende muito com as situações que tem de passar, das engraçadas até as bizarras, das dramáticas às cruéis e violentas.

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Kiseijuu (ou Parasyte) é um anime que evolui muito e sem trancos, ele não é forçado, na verdade praticamente tudo que acontece tem alguma razão pra acontecer ou chega a algum lugar importante pra você entender o que está sendo passado pro expectador. Os personagens têm suas emoções exploradas, o universo também é explorado, os parasitas da série são uma espécie que pensa e a partir deles, em especial do parasita do protagonista, chamado Miggy (Direita, por ele ter dominado o braço direito de Izumi), entendemos como funciona a cabeça de um animal frio, calculista, extremamente instintivo e que só pensa em sobreviver.
E a série nos compara a eles de maneira genial, qual a diferença entre os dois egoísmos? Qual a diferença entre os parasitas devorarem humanos e nós devorarmos vacas e outros animais? É uma questão de sobrevivência pra ambos. Eu curti muito isso.

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Os parasitas possuem a sua própria organização social, as suas variantes, transformações e natureza, isso deu muita credibilidade pra esses personagens, e sim, eles são extremamente carismáticos em sua maioria, disparado, como comentei, Miggy, que rouba a cena de quase todos os episódios, e sua aparência à primeira vista grotesca, bizarra e nojenta vai ficando curiosamente familiar e amigável (talvez nem tanto, vai…).

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Outros também são muito importantes no desenrolar da série, Reiko Tamura é sem dúvidas a parasita mais importante, e protagoniza uma das cenas mais bonitas de todo o anime, e traz outra questão pro anime: Os parasitas podem desenvolver vontade de ter a capacidade humana de ter emoções, algo impensável pela natureza brutal deles. É uma cena linda, uma sequência que não acontece por acaso não, tem um bom motivo, e uma consequência.

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Dos humanos alguns se destacam, entre eles os pais de Izumi que sofrem com uma das cenas mais pesadas e cruéis da série, e véi, apesar de muito tensas são essenciais pro desenrolar do anime. Foi um mal necessário. Além deles temos Satomi Murano, a quase-namorada-de-infância de Izumi, e não caras, não é só um mero romancezinho não, é ela que traz boa parte do drama e do desenvolvimento de Izumi, principalmente com as mudanças brutais que ele sofre durante os episódios por causa da pressão e do sofrimento que tem que aguentar sozinho pra salvar quem ele ama, e matar os parasitas (curiosamente, na companhia de outro, Miggy). Kana, outra personagem também é importante neste processo, muito mais nas sequências de envolvem alto drama e violência.

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A trilha sonora é muito bacana cara, eu curti bastante, a abertura em especial é eletrônica demais, mas o som em si é muito doido. O encerramento é bem suave, muito mais do que eu esperava, boa. A trilha interna do anime tem muita eletrônica, e ao contrário da abertura, combina demais cara, principalmente nas cenas de ação. Nas de drama o piano aparece mais vezes. Combinam bem.

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O design de Kiseijuu é bem bonito cara, bem o estilo do estúdio Madhouse, e ele ajuda sim, e muito pra deixar o climão pesado e tenso que o anime tem. Ele não te cansa por isso não, na verdade é quase impossível você parar de assistir, ele é um anime muito, muito dinâmico, a narrativa é ótima e bem equilibrada, o enredo é bem estruturado e quase nada tem que atrapalhe a trama principal, só uma coisinha ou outra que dá a impressão de ser desnecessária, mas é pouca coisa.

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Kiseijuu tem uma coisa que me atraiu bastante também, uma pegada realista, eles expliquem apenas o suficiente a origem dos parasitas e geralmente os principais acontecimentos te fazem gostar dos personagens, pra depois o enredo matar todo mundo. G.R.R. Martin mandou um abraço.

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Os momentos de tensão do anime são bem distribuídos, e no final acontece o clímax final da série, com uma luta sensacional entre Izumi e outro parasita, Gotou (aliás, lembrou muito o Toguro, de Yu Yu Hakusho). A ação é frenética, é claro que não é nenhum Dragon Ball, mas dentro da lógica do anime, funcionou bem pra caramba. O que pode causar estranheza talvez seja a rapidez da luta, mas como eu falei, o anime é mais realista e não estende uma batalha só pra você assistir, se morreu, morreu. Ponto.

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O desfecho de Kiseijuu é um pouco controverso. Pra falar a real, eu curti bastante, e Miggy demonstrou pela primeira vez, ter sentimentos, isso foi muito forte uma vez que ele sempre era mostrado como a criatura mais perversa, indiferente e insensível do universo. Ah, e Kiseijuu não é só terror não, também tem as suas pitadas de comédia.

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Ah, um aviso. O anime tem muitas cenas de mortes violentas, os parasitas são muito visuais, e lembram um pouco dos zumbis do Resident Evil 4, com lâminas e garras. Se você é um jovem padawan sensível ou que se incomoda com esse tipo de coisa é melhor pensar duas vezes antes de assistir. Seja prudente pra não sair vomitando por aí ou passar mal.

 

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Kiseijuu, ou Parasyte é um anime de terror, ação e suspense genial, com ótimos personagens, enredo bem construído, narrativa dinâmica e trata de assuntos profundos. Com um desenvolvimento bem bacana e bem construído e um desfecho interessante, eu recomendo bastante pra qualquer pessoa que queira conhecer um anime diferente, forte e marcante, e veja bem, eu sentia estranheza com Kiseijuu até parar pra assistir de verdade. Indicação do Lobo, aqui do RM.
Vai na fé, você vai gostar.

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Só aqui, no Blog RM!

Grande Abraço!

Lucas M. Rodrigues, LMR, Co-Fundador e acabei de amarrar meu fone no braço. 

– Opening (Abertura): Let me Hear (Versão Anime) – Fear Loathing Las Vegas:

-Ending (Encerramento): It’s the Right Time (Versão Full) – Daichi Miura:

Equipe da Publicação:

Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.

Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Lucas M. Rodrigues.

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