capa paprika

Resenha RM#56 – Paprika

RESENHA MORTIFERA!

Paprika (Filme)

capa paprika

-Autor: Satoshi Kon e Seishi Minakami.
-Diretor: Satoshi Kon, Masao Takiyama e Jungo Maruta (Produtores)
-Editora Original: SEM
-Editora Brasileira: Sem.
-Estúdio: Madhouse
-Exibição Original: 2006.
-Exibição Brasileira: Não exibido no Brasil.
-Gênero: Ficção Científica.
-Público Alvo: Seinen.

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Uma brisa interessante

Olá pessoas, como vão? Tranquilo sossegado? Maravilha. Sim, estou eu aqui mais uma vez para uma resenha inédita, e a vítima de hoje será nada mais nada menos que um dos filmes mais aclamados e bugados da história do cinema japonês, sim senhores, estamos falando do filme dos sonhos, das brisas e das mais ancestrais psicologias. Hoje é dia de PAPRIKA NO RM!

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Não é fácil falar de Paprika. Primeiro, gostaria de deixar claro que existem dois tipos de público de Paprika, isso é claro, a grosso modo: Os que manjam das psicologias e os que não manjam. Eu me enquadro na segunda categoria, então deixo claro, sublinhado e ratificado que NÃO ABORDAREI TEORIAS PSICOLÓGICAS PROFUNDAMENTE. Sou leigo, fazer o que né? Contudo, calma, ainda assim teremos muitas coisinhas bacanas pra falar.

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A começar pelo enredo. Paprika começa com o desenvolvimento de um tecnologia capaz de mostrar visualmente os sonhos de uma pessoa, como se fosse um filme, o “DC-Mini”.  Para fins de pesquisa, os cientistas Tokita e Himuro, dois grandes gênios da área, o Dr. Seijiro, supervisor e a Dra. Chiba buscam usar em tratamento de pessoas com fortes traumas e distúrbios psicológicos. Mas algo dá terrivelmente errado, e esta poderosa tecnologia cai em mãos mal intencionadas, provocando a mais absoluta loucura e morte entre os pacientes e começa a tomar conta de todos os que estavam próximos.

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É claro que não para só por aí, Paprika se desenrola bem mais e reviravoltas acontecem a todo momento. Mas calma, não são grandes reviravoltas fodonas de enredo, não, o que acontece é que Paprika tem um ritmo, uma história e uma estrutura narrativa tão diferente que cada minuto parece estar contradizendo o anterior. Isso pode ter sido acidental ou intencional, mas uma coisa eu sei, não dificultou a compreensão, mas quem não tiver paciência pra prestar a atenção vai perder fácil fácil o “fio da miada” e ficar completamente perdido.

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Os personagens são um espetáculo a parte, Chiba, a Dra. é uma personagem de dupla personalidade cujo talento é entrar nos sonhos dos pacientes para tentar curá-los, e justamente sua segunda personalidade é chamada de “Paprika”, que dá nome ao filme. E não é por nada. A personalidade de Paprika é totalmente diferente de Chiba. Enquanto Chiba é fria, calculista e racional, Paprika é quente, suas cores são avermelhadas (cabelos e roupas) e é mais extrovertida. Pra quem não sabe, “Páprica” inclusive é um tempero lá da Hungria, na Europa, de cor vermelha, quase uma pimenta, que dá essa sensação de calor e atividade. Sacaram a simbologia da parada? Só uma curiosidade mesmo.

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O bacana é que todos os personagens possuem grandes traumas, e todos eles são explorados em maior ou menor grau dentro da história. Konokawa, o detetive do filme é especialmente focado, a sua conduta rígida contrasta muito com sua vida decadente e triste devido a culpa pela morte de um amigo, e isso enriquece e avança a história. Ele eu diria que foi essencial pro andar do filme, mesmo que não obrigatoriamente ele influenciasse o final.

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A animação é linda, o design dos personagens é muito particular da Madhouse e a trilha sonora é bem bacana, curiosamente houveram algumas trilhas com “Vocaloid”. O barato é loco.

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Paprika trata de assuntos muito interessantes no mundo de hoje com tanta tecnologia, e se faz a pergunta “como seria se pudéssemos controlar os sonhos dos outros?” Se você ainda tem dúvidas do poder dos sonhos sobre as pessoas, basta lembrar de quando você acordou com um cagaço de mais de oito mil quando estava sonhando cair de um penhasco. A realidade e o sonho são tão diferentes assim?

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O desfecho e o final de Paprika são polêmicos. Sim, assim como os mamilos também são. O desenrolar do filme pode ser dividido em duas partes, a primeira é  quando os personagens entram e interagem dentro dos sonhos, e conhecemos o vilão. A segunda parte marca o confronto com o vilão fora dos sonhos com todo o seu poder quase divinal, e é aí que mora a brisa suprema de Paprika.

O que acontece neste final de uma vez? Lembre-se de animes de mecha ou Pacific Rim. Foi isso o que aconteceu.

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Então pessoas, Paprika é um grande filme, a animação é um marco do cinema japonês, os temas são bastante profundos, complexos e podem embolar a cabeça de quem curte mais ação. Mas já digo que apesar de algumas complicações, Paprika consegue passar a sua mensagem principal, a de que os sonhos e a realidade podem ser muito mais a mesma coisa do que se poderia imaginar, e o pior, o quão pode ser incrível e perigoso conseguir manipular estes sonhos. E se você notou alguma semelhança com “A Origem” (no original “Inception”) não é mera coincidência. O filme de Christopher Nolan foi inspirado em Paprika.

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Só aqui, no Blog RM!

Grande Abraço!

Lucas M. Rodrigues, LMR, Co-Fundador e Paprika é muito doido tiozão.

– Música Tema – Paprika – Susumu Hirasawa:

Equipe da Publicação:

Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.
Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Lucas M. Rodrigues.

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