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Resenha RM#54 – Plastic Memories

RESENHA MORTIFERA!

Plastic Memories

 (Anime)

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-Autor: Naotaka Hayashi e Yuyu.
-Diretor: Yoshiyuki Fujiwara.
-Editora Original: ASC II Media Works, Dangeki G’s Comic.
-Editora Brasileira: Sem.
-Estúdio: Doga Kobo.
-Exibição Original: 04 de Abril de 2015 – 27 de Junho de 2015.
-Exibição Brasileira: Não exibido no Brasil.
-Emissora Original: .AT-X, Tokyo MX.
-Emissora Brasileira: Não tem.
-Temporadas: 1 temporada.
-Arcos Abordados: Temporada completa.
Episódios: 13.
-Duração: 24 Minutos.
-Gênero:  Romance, Drama,  Ficção Científica,
-Público Alvo: Seinen

Emocionante e honesto

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Sim pessoas, depois de muito tempo sem postagens, cá estou eu novamente, Lucas ao seu dispor! Depois das turbulências estava procurando um anime pra resenhar pra vocês. Não achei nenhum muito interessante, é verdade. Até que um cara do RM, o Crow disse que estava assistindo um anime que viu ser tão emocionante quanto Clannad e Angel Beats. Pensei comigo “eita ferro, o bagulho é loco assim?”

Sim jovens, não teve outra. Lhes trago hoje, pra quebrar o gelo, “Plastic Memories”, o anime que prova que as memórias nos tornam aquilo que somos.

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Você é uma pessoa que não prestou vestibular por motivo de doença e está desesperado atrás de emprego. Até que você é convidado a trabalhar no “Terminal Service”. Lá você terá uma das maiores tarefas que uma pessoa poderia ter: Arrancar memórias.

É aí que conhecemos Tsukasa, um garoto que não tinha outra alternativa a não ser aceitar o trabalho. Tsukasa é engraçado, é corajoso e é um genuíno protagonista. Não, não é um grande e poderoso herói e nem sempre a trama obedece as ações dele, mas boa parte do que vemos é pela visão dele e ele evolui muito no desenrolar dos episódios.

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Mas, Lucas, o que raios significa “arrancar memórias”? O universo do anime se baseia num mundo onde é possível criar robôs praticamente perfeitos, iguais a humanos, capazes de sentir emoções, os chamados “Giftias”. Usados para substituir os parentes falecidos de pessoas, eles desenvolvem laços verdadeiros com seus donos, que começam a considerá-los membros da família. O que acontece é que assim como pessoas, os Giftias também tem um tempo limite de vida, menor que a dos humanos.

O papel de Tsukasa é recolher estes robôs para que eles não saiam do controle depois de terminar seu prazo de validade e comecem a causar danos irreparáveis em seus donos.

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O universo do anime é bem construído e cria uma situação muito dura, emotiva e muito sensível, a idéia de que você ama um robô e ele vai morrer é uma idéia exatamente igual a que passamos todos os dias enquanto vivemos com quem amamos. O diferencial de “Plastic Memories” é que ele brinca com a tal “imortalidade das máquinas”, que apesar de muito mais fortes ainda tem data de validade. A única coisa que me incomodou foi o fato do anime não explicar como foram criados os Giftias, afinal de contas, como robôs se tornaram tão perfeitos e substituíram humanos dessa forma? Como eles desenvolvem sentimentos tão sinceros? Isso não foi muito explorado e eu fiquei com essa pulga atrás da orelha. Mas ainda assim, o anime consegue explorar esse tipo de relacionamento com grande talento.

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É tentando explorar essa questão que o anime traz uma personagem importantíssima, Isla, uma Giftia que auxiliará Tsukasa em seu trabalho de coleta, assim como todos fazem no terminal service Nº 1 onde trabalham.

O problema é: E se você se apaixonar por uma máquina? E se você mesmo tiver de coletá-la, estando ela, a coisa que você mais ama no mundo, perto de morrer?

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Plastic Memories não inova tanto, a ficção científica já brincou muito com a idéia de máquinas com sentimentos, com emoções, com a capacidade de amar, de odiar e de matar. O diferencial de Plastic Memories é que tudo o que acontece é regido pelas regras do próprio universo do anime, se ele diz que robôs desenvolvem emoções, eles desenvolvem, se eles morrem, eles morrem, ele é muito fiel a si mesmo, não fazendo coisas absurdas pra agradar os expectadores.

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Os personagens são ótimos, não só o casal Isla e Tsukasa é genial mas também os demais são, cada um tem personalidades muito bem definidas, diferentes e com seus próprios modos de pensar, de agir e de resolver problemas. Isso dá a eles um carisma muito grande, e mesmo que não tenham tanta força quanto o casal protagonista, eles ajudam a criar um clima, uma atmosfera em que realmente humanos e máquinas são indistinguíveis até nas emoções que sentem.

O design do anime é muito bonito, bem resolvido e apesar de não ser a coisa mais inovadora do mundo consegue marcar características que só ele tem, dando identidade pra série. Outra coisa bacana é a animação, bonita e muito fluida. A trilha sonora é excelente, ela dá um gás incrível nos momentos de tensão e de emoção. As cenas de comédia e romance não saem perdendo.

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Mas de longe, o enredo e a narrativa são os pontos mais impressionantes de Plastic Memories.

A forma como os assuntos de amor, de emoções e principalmente, memórias são trabalhadas no anime dão aos personagens e a história uma potência fora do comum. Desde o começo já percebemos como o anime vai usar Isla e Tsukasa, a diferença é que como eu comentei antes, o anime é fiel a si mesmo e não se vende a medos e desejos dos expectadores. “Ora bolas, o que isso quer dizer  afinal de contas?” O que acontece é que Plastic Memories não tem medo nenhum de ser triste, de brincar com os sentimentos de quem assiste e de mostrar a real. Isso jovens, é uma qualidade que contou muito na hora de fazer a resenha.

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O desfecho e o clímax finais mostram exatamente essa coragem do anime de dar tapa na cara de quem não tem coragem de dar um final honesto, ao contrário por exemplo, de Kyoukai no Kanata e Clannad. Plastic Memories segue uma linha muito mais parecida com a de Angel Beats nesse sentido.

O amor de Isla e Tsukasa ultrapassa as barreiras de humano e máquina, e o anime cria um ambiente de despedida muito intenso, é como se você sempre soubesse o que iria acontecer, mas ainda assim se surpreende com a força como aquilo é mostrado pelo anime. Ele usa tudo o que tem nas mãos pra te fazer cair em lágrimas e morrer desidratado por isso. Mas diferente de Ano Hana por exemplo, não é forçado, é muito natural, os sentimentos, os momentos são muito comuns ao nosso dia-a-dia e são muito convincentes dentro do mundo do anime, não tem aquilo de acontecer o impossível só porque são protagonistas. Não. Você se sente na pele deles, como pessoas normais que se amam. E o mundo depois deles continua girando, assim como o nosso quando perdemos alguém que amamos.

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Plastic Memories tem um final incrível. Não me lembro, tirando Angel Beats, de nenhum outro final que tenha sido tão forte. A comédia, o drama, o romance são muito balanceados e a impressão que se tem é de uma saudade sincera, de querer ver os personagens outra vez, ao mesmo tempo que há medo de ressuscitar as tristezas de quando assistimos.

Até nisso Plastic Memories acertou. Provou que memórias nos fazem ser quem somos, tanto no enredo, nos personagens quanto pra gente que assiste.

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Então jovens, recomendo muito Plastic Memories, a crueldade e a beleza sem iguais da vida são mostradas de maneira muito intensa e é difícil parar de assistir. Aos que não curtem animes que pendem pra muitas emoções, talvez não se sintam tão incentivados assim, mas cara, garanto que o equilíbrio de comédia  e de romance fazem do anime leve no começo e pesado, no melhor sentido. Marcante e altamente recomendável.

Só aqui, no Blog RM!

Grande Abraço!

Lucas M. Rodrigues, LMR, Co-Fundador e deixou cair suor pelos olhos.

– Opening (Abertura): Ring Of Fortune (Versão Anime) – Eri Sasaki:

-Ending (Encerramento): Asayake no Starmine (Versão Anime) – Asami Mitai:

Equipe da Publicação:

Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.

Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Lucas M. Rodrigues.

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