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Resenha RM#50 – Fate/Zero 2

RESENHA MORTIFERA

Fate/Zero 2 (Anime)

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-Autor: Gen Urobuchi
-Diretor: Ei Aoki
-Editora original: Kadokawa shoten
-Editora brasileira: Sem.
-Estúdio: Ufotable
-Exibição original: 07 de Abril de 2012 – 23 de Junho de 2012.
-Exibição brasileira: Não exibido no Brasil.
-Emissora original: Tokyo MX, GYT, GTV, TVS, TVA, MBS, CTC, tvk, TVh, TVQ, BS11, Kids station.
-Emissora brasileira: Não tem.
-Temporadas: 2 temporadas
-Arcos abordados: 2ª temporada
-Episódios: 25
-Gênero: Ação, fantasia, magia

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A Maldição do Graal

E aí jovens, como estão? Estou aqui pra trazer pra vocês a review que completará a resenha do nosso amigo Crow, para juntos darmos um veredito para Fate Zero. Sim senhores, lhes trago Fate Zero 2ª Temporada!

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Como vocês puderam ver na temporada passada, Fate Zero tem um talento nato pra ser chato, é claro que o design é lindíssimo, o enredo não é ruim, mas a lerdeza no desenvolvimento das coisas foi um fator que deixou o anime muito sem sal nem açúcar, prejudicando muito a sua dinâmica. Por outro lado, aqui, agora, temos a segunda temporada. E sim, a coisa muda.

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O que dizer dela?

Pra ser bastante sincero, o anime melhorou bastante. Não sei ao certo o que provocou isso, se foi intencional, se houve mudança de equipe ou algo do tipo, mas a melhora foi bastante visível. De uma primeira temporada chata, lenta e cheia de diálogos longos e cansativos fomos levados pra uma segunda temporada cheia de batalhas, com muita ação, muito mais momentos dramáticos e também uma sensação, ainda que bem de levezinha, de ter um pontinha de thriller, um terrorzinho eu diria, que tenta nos dar a entender que aqueles acontecimentos podem realmente destruir o mundo dos personagens. Pela primeira vez você sente algum peso, alguma importância, algum risco, alguma coisa ali que te faz sentir tensão pelos próximos episódios.

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A ação, como eu comentei, saltou, mas vejam bem, eu não estou dizendo que só por causa disso o anime subiu trocentos níveis de qualidade, não, na verdade ele ainda tem alguns problemas bem particulares, os diálogos cansativos ainda estão lá, ainda que em menor quantidade e existem desvios de acontecimentos que não são explicados. Outro agravante também é a falta de noção que a gente tem do que exatamente está acontecendo, não é raro você ficar perdido e não entender quem está prejudicando quem, ou por que raios tal personagem morreu e voltou do nada.

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Sonhos, pesadelos e viagens no tempo são (de maneira estranha) usados como justificativa pra explicar coisas do tipo. E vocês sabem que eu tenho sim, e não nego, preconceito com viagens no tempo e essa coisa toda de acontecer um zilhão de coisas, só que apenas no sonho do cara. Pra mim é broxante,e isso piora quando isso não tem nada a ver com o mundo do anime, como Fate Zero, cujo mundo é cheio de magias (se tivessem deixado mais claro a magia destas coisas, até daria pra perdoar).

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Os personagens de Fate Zero ganharam mais personalidade e força na segunda temporada, Kirei, Saber, Iskander, Velvet e os outros finalmente tiveram suas personalidades exploradas, a loucura, a honra, o medo, o terror, são emoções comuns e muito fortes que se espalham pelo anime do começo ao fim, em especial a loucura, que simplesmente toma conta dos personagens pela fixação deles pelo Santo Graal.

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Aliás, o Santo Graal, que antes era só uma figura simbólica agora é não um personagem eu diria, mas uma entidade, algo capaz de realizar todos os seus desejos mediante seus sacrifícios, inclusive, de sua sanidade mental. Isto me fez lembrar da Pedra Filosofal de FullMetal Alchemist, as duas idéias tem algumas semelhanças, mas o Graal de Fate Zero só ganha presença no final do anime, sendo algo sem forma, divino e ao mesmo tempo demoníaco, amaldiçoando quem o deseja.

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A trilha sonora e a arte são muito boas, as músicas estão simplesmente excelentes, tanto as de abertura e encerramento quanto as trilhas internas do anime. O design continua muito bonito, só alguns personagens que parecem um  tanto genéricos, mas de longe o aspecto mais imponente é a quantidade e qualidade dos efeitos das lutas e dos detalhes dos personagens. A iluminação é ótima, criando áreas de contraste que deixam a atmosfera mais pesada, mais escura e mais dramática, que ajudou a criar uma sensação de seriedade, de tensão e de peso que comentei lá em cima.

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Vamos aos finalmentes então. Fate Zero 2 é um avanço incrível em comparação com a sua primeira temporada, o desfecho final é uma mistura de um final épico com uma sensação de algo ficou faltando, é meio difícil definir como foi o seu fim, a desolação, a maldição do Graal devorando suas últimas vítimas, e por fim a vitória amarga sobre sua maldição, mas eu posso dizer que valeu muito a pena, e apesar de todas as suas falhas, ao contrário de sua primeira temporada, Fate Zero 2 tem mais qualidades do que defeitos.

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– Opening (Abertura): To The Beginning (versão full) – Kalafina:

-Ending (Encerramento): Up on the Sky (versão anime) – The Wind Sings:

 

Lucas M. Rodrigues, LMR.
29 de março de 2015, SP, São Paulo

Equipe da publicação:
Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.
Revisão:Lucas Moraes Rodrigues.
Tradução: Julio I. Arrivabene.
Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Carlos Akihito Oyama.
Publicidade: Carlos Akihito Oyama.
Colaboração: Julio I. Arrivabene.

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