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Resenha RM#47 – Shinkyoku Soukai Polyphonica

RESENHA MORTIFERA!

Shinkyoku Soukai Polyphonica

 (Anime)

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-Autor: Ichiro Sasaki e Ocelot.
-Diretor: Junichi Watanabe e Masami Shimoda.
-Editora Original: Sofbank Creative.
-Editora Brasileira: Sem.
-Estúdio: Ginga-Ya.
-Exibição Original: 03 de Abril de 2007 – 19 de Junho de 2007.
-Exibição Brasileira: Não exibido no Brasil.
-Emissora Original: CBC, MBS, TBS.
-Emissora Brasileira: Não tem.
-Temporadas: 2 Temporadas.
-Arcos Abordados:  1ªTemporada completa.
-Episódios: 12.
-Duração: 24 Minutos.
Gênero: Ação, Romance, Aventura, Drama, Música.
-Público Alvo: Shonen.

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Quando toca o coração

Sim, estou de volta jovens. Hoje pessoas, teremos mais uma vítima, digo, anime, na nossa lista de resenha, um anime, digamos, diferente de tudo o que já passou por aqui (ou quase tudo). Fique com vocês, SHINKYOKU SOUKAI POLYPHONICA!

Imagine um mundo onde praticamente tudo é regido pela música. Amores, paixões e ódios são travados ao som de músicas, e a partir delas acontecem os mais sagrados eventos. Mas existe um que é mais poderoso que todos os outros. O “Pacto”, o contrato feito entre um Dantista e um espírito que pode durar pra sempre. E é aí jovens, que entram os nossos protagonistas, o Dantista Phoron e a espírito Corti, que forjam seu laço.

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Bonito né não? Pois é jovens, eu achei bonito mesmo. No começo. E vou dizer porque mesmo achando isso Polyphonica em sua primeira temporada é um monte de episódios picotados e jogados num liquificador, que na melhor das hipóteses pode ser um “Scooby-Doo” com música, e é claro, sem o Scooby-Doo.

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Shinkyokku Soukai Polyphonica tem uma premissa muito bacana, a música como definidora de todas as coisas. Esse diferencial é marcante do começo ao fim do anime e pode dizer com toda certeza que é a sua maior qualidade. Mas existem coisas que não podem ser ignoradas, e outras que precisam ser entendidas.

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Polyphonica é um anime com traços extremamente antigos pra um anime de 2007, lembrando muito inclusive Ragnarok The Animation, um dos primeiros animes que resenhamos aqui no RM, e que não tive medo de escrotizar. A animação segue um padrão dos anos 90-2000, desenhado mesmo, não que isso seja um defeito, não, mas falta capricho, o famoso “xablau” na animação.

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O enredo é um caso sério. A história de Polyphonica simplesmente não existe, ela é um monte de pedaços de acontecimentos completamente aleatórios que ocorrem de um jeito muito sem direção, é uma verdadeira barata tonta, e ainda mais, nenhum episódio parece ter uma ligação direta com o outro, salvas algumas exceções raríssimas.

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É aí que entra a dúvida, Polyphoncia quer ser um anime por episódios ou com história fechada? Não há como saber, mas uma coisa é certa, se tentou fazer uma história fechada, não conseguiu. Uma coisa que me irritou profundamente e pessoalmente foi a existência de dois vilões recorrentes na trama (ou quase trama) no anime que vem e voltam nos episódios. “Ah, que legal, vilões são essenciais para uma boa história”.

É, até que são, mas nenhum deles convence em nada, suas motivações nunca são mostradas, eles nunca chegam “aos finalmentes” pra levar qualquer plano deles pra funcionar e todas as vezes eles batem de frente com nosso casal Corti e Phoron. TODAS. E isso me lembrou Equipe Rocket na mesma hora, decolando de novo….

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Aliás, ah o casal Corti e Phoron. Se tem uma coisa além da música que é interessante em Polyphonica é relacionamento dos dois. Sempre fui fã desse tipo de desenvolvimento de personagens, de descobertas entre um e outro, isso dá força aos personagens, e os dois conseguem, mesmo dentro da salada bizarra de coisas misturadas, provocar empatia e carisma na gente.

É impressionante, mas a diferença de personalidade entre eles, Phoron um trabalhador calmo e pacato e Corti, uma garota (espírito diga-se de passagem) forte e cheia de manias é bem interessante, com vários momentos de reflexão sobre como o outro se sente.

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O problema é que a música e os dois por si sós não seguram as tretas de Shinkyoku Soukai Polyphonica. O anime ainda  é muito deficiente em muitos aspectos, além dos já citados vale lembrar que os climaxes quase não existem, e é muito difícil sentir empolgação por qualquer trecho que seja.

O universo ficcional de Polyphonica pode confundir as cabeças de muita gente, mas um amigo nosso do RM, o Lobo disse que é justamente uma mistura de mundos mesmo, um estilo Steampunk Victoriano muito particular.

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Eu admito que ainda acho confuso, mas não posso deixar de admitir também que foi um arrisco corajoso. Outra curiosidade é que cada episódio tem um nome de uma parte musical erudita. Achei bacana.

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Então jovens, para fecharmos, posso dizer que Shinkyoku Soukai Polyphonica é um anime bacaninha pra passar o tempo, sem ter nenhum compromisso com isso. Mas se você quer preparar pipoca, colocar cobertor na sua cadeira do PC, tomar refrigerante ou porque não, um Nescau maroto pra aproveitar, sinto dizer mas seu ritual será em vão.

 

Só aqui, no Blog RM!

Grande Abraço!

Lucas M. Rodrigues, LMR, Co-Fundador e sem música a vida seria um erro.

-Opening(Abertura): Apocrypha(Versão Full) – Eufonius:

 

-Ending (Encerramento): Concordia (Versão Full): Kukui:

 

Equipe da Publicação:

Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.
Revisão: Carlos A. Oyama.
Tradução: Julio I. Arrivabene.
Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Lucas M. Rodrigues.
Colaboração: Julio I. Arrivabene.

 

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