Resenha Gunslinger Girl

Resenha RM#42 – Gunslinger Girl

RESENHA MORTIFERA!

Gunslinger Girl

(Gunslinger Girl)

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-Autor: Yu Aida.
-Diretor: Morio Asaka.
-Editora Original: ASCII Media Works, Dengeki Daioh.
-Editora Brasileira: Sem.
-Estúdio: Madhouse.
-Exibição Original: 09 de Outubro de 2003 – 19 de Fevereiro de 200.
-Exibição Brasileira: Não exibido no Brasil.
-Emissora Original: Fuji Tv.
-Emissora Brasileira: Não tem.
-Temporadas: 2.
-Arcos Abordados: 1ª Temporada.
-Episódios: 13.
-Duração: 24 Minutos.
-Gênero: Ação, Drama, Ficção.
-Público Alvo: Shonen/Seinen.

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Nascidas humanas, transformadas em máquinas de matar

E aí jovens, como vão? Aqui é o Lucas e traremos mais uma resenha completa pra vocês! A vítima de hoje, digo…o anime de hoje é um tirado das profundezas dos animes dos anos 2000 que quase ninguém ouve falar, mas que me chamou a atenção. Estamos falando do anime que discute o quão perversas são as organizações criminosas, a política e os próprios seres humanos, mas que apesar de tudo, um entre muitos ainda consegue valorizar a vida. Estamos falando de Gunslinger Girl.

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Num dia você acorda cansado, está sem emprego, completamente destruído. Até que um velho amigo seu te convida pra entrar numa organização, e ele não pode dizer nada sobre ela, mas você também não tem nenhuma outra escolha. Chegando lá você descobre que terá que cuidar uma garotinha que quase foi morta pelos próprios pais, e como se não bastasse isso você terá a missão de torná-la uma verdadeira máquina de assassinato.

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É assim jovens que Gunsliger Girl funciona. Mas antes de voltar neste ponto vamos dar uma olhadinha em algumas outras coisinhas. A começar pelo enredo.

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Cara o enredo de Gunslinger é razoável, nem sempre os acontecimentos tem alguma relação entre si e é muito comum termos a impressão de que não existem causas e conseqüências pra nada, e isso eu admito que muitas vezes é verdade mesmo. Mas em outras isso é causado por uma coisa que já comentamos em Black Lagoon e até em Jormungand, que é o fato de Gunslinger ser um anime sobre o cotidiano de uma organização secreta, que tem suas missões, suas próprias tretas internas e seus planos, por isso é difícil dizer até onde o anime consegue ser, digamos, “cinematográfico”, ou ter uma história amarradinha.

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Gunslinger também tem uma forma de contas as coisas bem devagar, eu juro pra vocês que é fácil você perder a atenção no que acontece, o anime é muito fraco em prender quem assiste, principalmente pela história, mas tem uma coisa que consegue mesmo assim fazer a gente prestar alguma atenção, a sua temática. A temática de Gunslinger é sensacional, por mais que ele nem explore direito o que expõe pra quem assiste, usar crianças inocentes como experimentos médicos para transformá-las em armas de matar é no mínimo cruel, antiético e extremamente condenável.

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Mas não é só isso não cara, esse tipo de coisa realmente acontece, pessoas, sejam elas mais velhas ou mais novas são usadas como soldados em muitos locais do mundo, muitas vezes sofrendo uma lavagem cerebral absurda, quer isso aconteça por um ideologia, política, religião ou mesmo sob violência. Gunslinger é exatamente isso, a máfia está muito presente no anime, os jogos de poder e as malandragens estão em quase toda a parte, a sensação que o anime traz é que você não pode confiar nas pessoas, e se isso acontecer é porque elas querem fazer alguma coisa com você que você não vai gostar. É a mais pura manipulação, e o clima é pesadão, cheio de melancolia, de sofrimento, de culpa e de crises psicológicas.

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É interessante como Gunslinger trata os seres humanos como eles são, mesmo numa situação tão terrível ainda precisam de carinho, de atenção e o mínimo de dignidade pra continuarem vivendo.

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O clima de drama é muito forte e boa parte disso é por causa das personagens, principalmente Giuse e Henrietta, sendo ela a “ciborgue” que é comandada por Giuse. Eles mantém uma relação de pai e filha, mesmo que sejam apenas dependentes um do outro no trabalho. O mesmo acontece com outras garotas usadas nas experiências, como Triela, Rico e seus “usuários”. Toda a qualidade do anime está focada nelas, nesta relação maluca, nos conflitos delas, com a obrigação de matar mesmo sendo crianças e ao mesmo tempo um sentimento de culpa e de pagar pelo que a organização fez por elas, mantendo-as vivas.

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A animação é meio ruim cara, eu admito que o design em si é bacaninha sim, mas em muitas vezes a animação é muito zuada, ela fica desfocada, retorcida e prejudica principalmente as cenas de ação. Mas é bom lembrar que Gunslinger foi lançado em 2003, faz mais de 10 anos. A trilha sonora é muito pesada, mar calma ae, não tem Metallica, nem Megadeth, muito menos Pantera. O som é muito melancólico, triste e profundamente depressivo durante a maior parte do anime, com pouquíssimas faixas mais “felicinhas”. As músicas de ação são razoáveis também.

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Então jovens, vamos pros finalmentes. Gunslinger Girl é um bom anime sim, sua temática é sensacional, seus personagens são bons, mesmo que muitos deles não sejam úteis, os seus protagonistas são muito interessantes. O clímax é bem triste, a ação sai de cena e a emoção entra, eu gostei, gostei bastante, mas eu também admito que não resolveu nada em relação a pouca história que estava sendo contada, ficou muito, mar muita coisa jogada. Por isso se você vai assistir Gunslinger Girl ou quer saber se vale a pena, saiba que deve assistir pensando em ver uma história sem final, problemas de animação mas que consegue quase todo o seu poder devido a personagens que mostram todos os problemas de pessoas comuns que foram obrigadas, pelas dificuldades da vida, a se tornarem aquilo que mais desprezavam, assassinas.

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Só aqui, no Blog RM!

Grande Abraço!

Lucas M. Rodrigues, LMR, Co-Fundador.

– Opening (Abertura): The Light Before We Land (Versão Anime) –Toshihiko Sahashi:

 

-Ending (Encerramento): Dopo il Sogno (Versão Anime) – Toshihiko Sahashi:

 

Equipe da Publicação:

Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.
Revisão: Carlos A. Oyama.
Tradução: Julio I. Arrivabene.
Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Lucas M. Rodrigues.
Colaboração: Julio I. Arrivabene.

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