Resenha

Resenha RM#41 – Blood C

RESENHA MORTIFERA!

BLOOD C

Resenha

-Autor: Nanase Ohkawa e ilustração de Ranmaru Kotone.
-Diretor: Tsutomu Mizushima.
-Editora Original: Monthly Shonen Ace, Kadokawa Shoten.
-Editora Brasileira: Sem.
-Estúdio: Production I.G.
-Exibição Original: 08 de Julho de 2011 – 30 de Setembro de 2011.
-Exibição Brasileira: Não exibido no Brasil.
-Emissora Original: MBS, TBS, CBC.
-Emissora Brasileira: Não tem.
-Temporadas: 1.
-Arcos Abordados: Temporada completa.
-Episódios: 12.
-Duração: 24 Minutos.
-Gênero: Ação, Gore, Drama.
-Público Alvo: Shonen\Seinen.

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SANGUE! SANGUE E MAIS SANGUE!

E aí jovens, como vão? Sim, esta é mais uma semana de resenha completa no RM e trago pra vocês, SANGUE, SANGUE E MAIS SANGUE COM BLOOD C!

Você é um espadachim habilidoso cuja missão é derrotar os “Anciões”, seres monstruosos devoradores de humanos. Você é a única esperança para exterminá-los da face da Terra, mas terá de lidar com o peso das pessoas que você ama sendo trucidadas sem só nem piedade.

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Sim jovens, esta é a sinopse de Blooc C. E nossa protagonista Kisaragi Saya é a pessoa que vive este terrível dilema.

Mas e aí? Blood C e bom afinal de contas? Bora pra análise!

A história de Blood C é cheia de mistérios, o enredo é muito nublado desde o primeiro episódio e eu pensei que isso fosse acidental, mas não era, era intencional mesmo. O anime tem uma pegada meio diferente, é um mistério que primeiro te leva a desacreditar o que o está acontecendo e não se importar mais, mas aos poucos você começa a perceber que tem alguma coisa ali que você não percebeu, e o pior, que deixou pistas durante todos os episódios que você viu . A protagonista Saya é a personificação de dois conceitos muitos fortes no entretenimento, a garotinha inocente, pura e simples, e a verdadeira máquina de matar, mas calma lá, é diferente de uma Yunno do Mirai Nikki, Saya é símbolo de sofrimento, de dor, de culpa e ao mesmo tempo, de poder.

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Os seus sentimentos são muito explorados no anime, a sua relação de quase dependência absoluta com seu pai, Tadayoshi a mostra como uma garota muito frágil mas que esconde um grande poder, e isso não se limita ao fato dela ter realmente um poder oculto, isso se mostra pela forma como ela reage a todas as perdas no decorrer de Blood C.

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Se no começo a violência parecia gratuita jovens, a partir do episódio 4 e até o final todas as mortes começam a ter um impacto psicológico muito forte tanto em Saya quanto em nós mesmos, abrindo as cortinas de uma conspiração que não enxergávamos. Esta forma de contar o enredo é ao mesmo tempo um dos maiores pontos fortes e fracos de Blood C, o mistério é intenso, é pesado, é sufocante, e não sei como conseguiram combinar tão bem isso com um nível de violência tão alto e uma ação tão sangrenta. Mas uma coisa é certa, as justificativas pro final são meio duvidosas sim.

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A ambientação é boa, o clima é bem tenso, a animação e o design seguem um padrãozinho Clamp, pernas e braços longos, corpos magros e talz, mas eu gostei particularmente dos olhos de Saya, não só por que ficam um vermelho incrível, um vermelho sangue, mas porque eles expressam tanto o sofrimento dela quanto a sua imensa vontade de matar, e cara, a expressão dela muda em milésimos de segundo. É sensacional como um detalhe altera tudo na personagem.

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A trilha sonora é boa cara, eu gostei bastante, tem um ritmo de adrenalina e ao mesmo tempo não é uma música de aventurazinha, dá pra sentir na pele que aquilo tem um peso, uma tensão, e o anime em si é isso, eu achei que combinou muito bem e dificilmente haveria músicas que casassem desse jeito.

Agora a parte que todos gostam de ler. E aí, o que dizer do clímax e do final?

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É inegável que Blood C é violento pra caceta, mesmo na versão censurada, a mais comum por aí as cenas são muito fortes, é como se tudo aquilo acontecesse naturalmente dentro do contexto da história, morte, sangue, medo, tudo isso está tão fortemente ligado em Blood C que é difícil imaginar como o anime funcionaria sem isso.

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O clímax jovens é dureza, é foda de analisar, e querem saber por quê? Porque jovens, o clímax é um total e completo Plot Twist. Pra quem não conhece a expressão, “Plot” seria o anime em si, a trama, e o “Twist” seria uma reviravolta mesmo. A reviravolta que acontece próximo ao final do anime é inacreditável, é totalmente inesperada, intensa, forte e destrói totalmente tudo aquilo que pensávamos saber sobre o anime. Se isso é bom ou ruim cabe a cada um decidir, mas eu gostei muito isso, revelou a maldade humana, a perversão de uma conspiração que acaba com as esperanças de qualquer pessoa de algo dar certo pra protagonista. É uma sensação de desolação profunda.

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O final em si é estranho, foi sangrento? Foi. Foi forte? Foi. Mas o que aconteceu elevou a tal conspiração a um nível tão absurdo que quase não dá pra acreditar que o “vilão” da parada realmente fez aquilo tudo, sacam? “Véi, por que raios você faria um negócio tão difícil pra tão pouca coisa?” Mas isso é algo que divide opiniões.

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Então jovens, recomendo ou não Blood C? Recomendo sim jovens, recomendo por duas razões, a primeira é que é um anime bem produzido, a arte dele é boa, e outra, eu gostei muito da reviravolta, gostei mesmo, eu faria algo como aquilo que se pudesse, manjam? Mas tenha cuidado, assim como o próprio nome diz, Blood C tem sangue pra caramba, violência até dizer chega e nem tudo o que vocês vão ver pode agradar vocês. E isso inclui sim o final.

 

Só aqui, no Blog RM!

Grande Abraço!

Lucas M. Rodrigues, LMR, Co-Fundador.

– Opening (Abertura): Spiral (Versão Anime) – Dustz:

-Ending (Encerramento): Junketsu Paradox (Versão Full) – Nana Mizuki:

 

Equipe da Publicação:

Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.
Revisão: Carlos A. Oyama.
Tradução: Julio I. Arrivabene.
Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Lucas M. Rodrigues.
Colaboração: Julio I. Arrivabene.

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