Resenha RM#40 - Baby Steps

Resenha RM#40 – Baby Steps

RESENHA MORTIFERA!

BABY STEPS

(Beibi Suteppu)

Resenha RM#40 - Baby Steps

-Autor: Hikaru Katsuki.
-Diretor: Masahiko Murata e produção de Kenji Saito e roteiro de Katsuhiko Chiba
-Editora Original: Weekly Shonen Magazine, Kodansha.
-Editora Brasileira: Sem.
-Estúdio: Pierrot.
-Exibição Original: 06 de Abril de 2014 – 21 de Setembro de 2014.
-Exibição Brasileira: Não exibido no Brasil.
-Emissora Original: NHK-E.
-Emissora Brasileira: Não tem.
-Temporadas: 1.
-Arcos Abordados: 1ª Temporada.
-Episódios: 25.
-Duração: 24 Minutos.
-Gênero: Esporte, Comédia, Romance.
-Público Alvo: Shonen.

O que faz o coração bater mais forte?

E aí jovens, como vão? Aqui é o Lucas e hoje é mais um dia de resenha completa pra vocês! Traremos pela primeira vez aqui no site um anime com esporte na veia (e não  na “véia”) e por “incriça que parível” um anime sobre, adivinhem, TÊNIS! Sim, entre gigantes sobre futebol como Capitão Tsubasa e do basquete como Slam Dunk e Kuroko no Basket, trouxemos algo novo, uma pérola de três temporadas atrás, fiquem com BABY STEPS!

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Eiichiro Maruo é um excelente estudante do ensino médio, suas notas são as melhores da escola, e com certeza as melhores de sua classe. Sempre centrado nos estudos Maruo não tem tempo pra mais nada além disso. Até que um dia ele se pergunta algo que nunca havia pensado na vida “O que é gostar de fazer algo? Você faz o que você ama?” Você aí já se perguntou isso também? É, eu já, e para Maruo isso se torna mais forte ao conhecer Natsu Takasaki, sua colega de classe que o surpreende revelando uma paixão: o Tênis.

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A começar pelo enredo, jovens, Baby Steps é aparentemente simples, mas só aparentemente. A gente sabe que é difícil fazer uma história num anime de esporte que seja atraente, a maioria não consegue transmitir a emoção, mas Baby Steps consegue, e isso acontece por um fator crucial: O planejamento da história. Ah, não pensem que é um mar de coisas, não, mas cada coisinha foi colocada no jeito certo, na hora certa e deu um ótimo resultado sem precisar encher linguiça e nem fazer um fuzuê.

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A forma de contar a história eu acho que foi também uma grande ajuda pro sucesso de Baby Steps, um anime desconhecido como ele ganhou uma potência inacreditável com uma narrativa dinâmica, que não ficava só no esporte, é claro que é era a atração principal, mas as relações humanas também são exploradas.

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A adrenalina é a mil, e isso me impressionou num anime de tênis, eu nunca esperei nada de Baby Steps, e a surpresa foi muito grande. Os personagens são ótimos, Maruo  não é só um personagem, é um símbolo de pessoas que fazem as coisas por obrigação, e que quando confrontadas com a chance de fazerem algo que amam ficam na dúvida “Faço o que amo mesmo sendo arriscado, ou tento o que é mais garantido?”

Os desafios do tênis profissional são mostrados com seriedade e humor nas horas certas, os jogos, os conflitos, as partidas são emocionantes uma atrás da outra, e cada adversário tem uma técnica, estratégia e forma de pensar diferentes que dão pra quem assistir uma variedade de momentos divertidos, tensos e emocionantes.

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Natsu Takasaki e Takuma Egawa são o completo oposto de Eiichiro, e o mais interessante é ver o ótimo desenvolvimento deles no anime. É claro que não existe nada tão dramático, não, mas o psicológico deles é bem trabalhado e transmite com facilidade todas as frustrações, a determinação e a força de vontade dos personagens. Isso é essencial pra um anime de esporte, e essencial também pra fazer a gente sentir empatia pelos personagens. Baby Steps acertou na mosca.

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O design de Baby Steps é curiosamente simplista, quase não existe detalhamento e isso ajuda a identificar facilmente o anime, o problema é que alguns personagens simplesmente tem a cara e o focinho do outro, mas acostuma, fiquem sussas.

As cores são bacanudas, o traço é muito levinho, como não tem quase nenhum detalhamento maior o visual fica bem limpo, e me surpreendeu que Baby Steps não tenha usado aquele desgin genérico dos animes. Mas nem tudo são flores, e o anime sofre com algumas coisas feinhas na animação, alguns “bugs” acontecem, distorções de personagens, olhos bizarros e etc, em parte causadas pela própria simplicidade dos personagens.

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A trilha sonora é boa, a abertura, o encerramento e as músicas de fundo são boas, em especial  uma música com guitarra apaixonante que toca nas cenas de maior adrenalina, chega a ser tão foda que logo você associa uma coisa com a outra e você começa a esperar a música tocar enquanto assiste. Alguns chamam isso de previsível, eu chamo de boa combinação.

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O clímax e o final são mais uma vez, assim como muitos animes que já analisamos, os pontos mais difíceis de falar. O clímax fica um pouquinho mais longe do final do que o esperado, isso pode ser estranho pra certas pessoas mas eu garanto que o pouco de potência que é perdido aí é ganho com um desenvolvimento de personagem a mais e compensado com um gancho direto pra segunda temporada de Baby Steps, que já foi anunciada para a primavera de 2015.

O final em si eu gostei, gostei bastante, as sensações podem ser das mais variadas possíveis, eu admito que o fato de Eiichiro não ter necessariamente alcançado o seu objetivo no final foi uma quebra ruim, mas não foi. Eu enxerguei como uma inovação, e outra, como eu comentei sobre a próxima temporada, Baby Steps ainda não acabou, então jovens, considerem como o fim de uma etapa, de uma fase na carreira do iniciante e aspirante a tenista profissional Eiichiro Maruo.

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Recomendar ou não recomendar? Jovens, Baby Steps é uma excelente escolha, esteja você procurando começar a assistir animes de esporte ou já tendo vários na lista de assistidos, é divertido, emocionante e um anime de grande talento em conquistar os expectadores com grande carisma, uma boa história, bons personagens e uma narrativa cativante.

Só aqui, no Blog RM!

Grande Abraço!

Lucas M. Rodrigues, LMR, Co-Fundador.

– Opening (Abertura): Believe in Yourself (Versão Anime) – Mao Abe:

 

-Ending (Encerramento): Baby Steps (Versão Anime) – Shota Horie:

 

Equipe da Publicação:

Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.
Revisão: Carlos A. Oyama.
Tradução: Julio I. Arrivabene.
Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Lucas M. Rodrigues.
Colaboração: Julio I. Arrivabene.

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