Resenha RM#38 - Tokyo Ghoul

Resenha RM#38 – Tokyo Ghoul

RESENHA MORTIFERA!

TOKYO GHOUL

(Tokyo Guru)

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-Autor: Sui Ishida com assistência de Cuji Mikasano.
-Diretor: Shurei Morita.
-Editora Original: Weekly Shonen Jump.
-Editora Brasileira: Sem.
-Estúdio: Pierrot.
-Exibição Original: 03 de Julho de 2014 – 18 de Setembro de 2014.
-Exibição Brasileira: Não exibido no Brasil.
-Emissora Original: Tokyo MX, TVA, TVQ.
-Emissora Brasileira: Não tem.
-Temporadas: 1.
-Arcos Abordados: 1ª Temporada.
-Episódios: 12.
-Duração: 24 Minutos.
-Gênero: Ação, Terror, Drama.
-Público Alvo: Shonen\Seinen.

E aí jovens, como vão? De boas? Sim, estou eu aqui mais uma vez pra trazer uma review completaça pra vocês! E exatamente, hoje vamos trazer um dos animes que mais fizeram sucesso nos últimos tempos, pra vocês jovens, TOKYO GHOUL!

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Kaneki é um garoto comum, ele vive sozinho e sua única companhia é seu amigo, Hide, que o conheceu quando ainda muito pequeno. Numa noite, saindo com uma garota de quem gostava, Kaneki tem a pior revelação de sua vida, ela é na verdade, uma Ghoul, uma criatura devoradora de humanos que se disfarça entre suas vítimas.

E é partir daí jovens, que tudo começa. Pra ficar mais claro o que são Ghouls, eu sugiro que pesquisem na divindade suprema chamada Google, ou acessem o link abaixo do post pra mais detalhes, belez? Então bora pra análise!

Tokyo Ghoul foi com certeza uma das maiores revelações de 2014, talvez não tanto quanto Shingeki no Kyojin foi em 2013, mas é certo que TG, como também é chamado, conseguiu muitos fãs e foi por curiosidade, pra descobrir a razão de tanto alvoroço que o RM foi atrás e está trazendo pra vocês uma análise completa do anime. Sim, DO ANIME, se quiserem que a gente pegue o mangá comentem aí, que será um grande prazer!

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Como de costume, vamos começar pelo enredo. Tokyo Ghoul tem sim um bom enredo, eu gostei,  mas eu também percebi que ele tem muita dificuldade em se manter forte, parece que a história sempre tem um “eu posso ser mais foda” que nunca é explorado, como se ficasse só no “quase”, e nunca chegasse realmente ao seu ponto máximo. Frustra um pouco cara. Os buracos no roteiro existem sim, mas são poucos e não necessariamente são erros de lógica, a maioria é de coisas muito estranhas que acontecem que tiram totalmente a tensão, acabam com a vontade do expectador de assistir ou simplesmente não conseguem dar o gás necessário pra continuar curtindo o anime.

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Tokyo Ghoul tem uma narrativa razoável e bons personagens, a forma de contar a história é no geral meio rápida, mas a gente fica com uma impressão de que as coisas não tem impacto, e isso causa o efeito totalmente contrário, como é difícil ver clímax parece tudo tão nivelado que dá a impressão de que as coisas estão na verdade lentas. Achei curioso isso. É, mais talvez eu não tenha entrado tanto assim no espírito da coisa, vai saber.

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Os personagens eu curti, Kaneki, o protagonista é um herói às avessas, é covarde, fraco e acima de qualquer coisa, humano, e seu poder é fruto de sua maldição, isso eu achei muito maneiro de mostrar, a figura do Ghoul em Kaneki é amaldiçoada pelos próprios poderes e sua vida é uma luta entre o aceitar o monstro que se é, ou viver desistir de continuar vivendo.

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Isso deu muita força pro protagonista, e eu particularmente gostei muito dele, ainda que a maioria das pessoas o odeiem, o engraçado é que acontece coisa parecida com o Shinji de Evangelion, o Ganta de Deadman Wonderland e com o Rento de Eureka Seven, eu gosto de protagonistas humanos e falhos, dá pra explorá-los muito. Os outros são mais ou menos vai, todos eles fazem bem os seus papéis e talz, nos momentos de ação, de drama e outros mais gore e sangrentos, mas dificilmente algum deles vai superar Touka , uma das companheiras de Kaneki , é uma mulher de presença e personalidade muito intensas em Tokyo Ghoul, dizem que ela é mais macho que o próprio Kaneki, ai ai esse povo gosta de zoar.

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O design de Tokyo Ghoul é bonitão cara, a trilha sonora também é boa, a abertura em particular achei fodinha, mas detalhe, ela fica daora mais por causa da parte visual, as duas coisas combinaram bem pra caramba, o que não aconteceu com o encerramento. A OST é legal, mas eu não fiquei empolgado em nenhum momento por causa dela. A animação é daora, realmente eu achei bonita e não tenho nada a reclamar. “Aleluia, você sem reclamar”, pensaram vocês, eu sei que vocês pensaram isso, espertinhos.

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O climão de Tokyo Ghoul é meio estranho, ele é tenso, é pesadão, mas véi, eu não fiquei tenso em quase nenhum momento, e eu não estou querendo dar uma de crítico de cinema fresco e nem de machão não, Tokyo Ghoul tem uma grande dificuldade em fazer o expectador ficar empolgado, seja por não conseguir dar impacto em muitas das suas cenas quanto na forma como os acontecimentos são mostrados.

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Outra coisa que eu quero comentar é sobre os antagonistas. Do jeito que falei na sinopse parece que os Ghouls são raros, mas na mitologia de Toky Ghoul eles estão entre as pessoas mesmo, numa estrutura social que lembra muito a dos vampiros e lobisomens, e um contexto similar aos demônios. Sendo assim precisavam de um inimigo que os impedissem que fazer a festa com os humanos, os caçadores de Ghouls.
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Uma coisa que eu previ desde o começo e que o anime não se importou em mostrar foi o fato de existirem os mestiços entre os dois, e nem a relação de dependência entre os Ghouls, os humanos caçadores, que compartilham um nível de loucura muito similar apesar de combaterem lados opostos.

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O que eu gostei foi a forma intensa da evolução e aceitação psicológica de Kaneki neste sentido, no começo ele odiava a si mesmo, mas depois ele se tornou digamos, maduro, adulto, aceitando a sua própria natureza. O que me deixa com uma pulga atrás da orelha é como fizeram isso parecer tão sem sal nem açúcar.

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O clímax e o final, sim, era isso o que vocês mais esperavam,  como eu disse antes quase não tem clímax, posso estar falando um monte de groselha, mas passamos o anime inteiro esperando uma coisa foda acontecer, e quando acontece, bem no finalzinho, o anime simplesmente acaba. Foi frustrante pra muita gente, pra mim também foi, mas eu também admito que previ que Tokyo Ghoul iria broxar, então eu relaxei um pouco e esperei o show pela metade terminar.

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Então jovens, recomendar ou não Tokyo Ghoul? Eis a questão. Se você gosta de animes do gênero de terror, uma pegada mais seinen, temáticas mais tensas é bem provável que você vá gostar, e mesmo que não goste cara se dê uma chance, pode valer muito a pena como experiência. Quem está decidido a assistir eu digo que tenham a consciência de que o anime é realmente diferente do mangá, quer você tenha ou não o lido, certo? Evitem comparações desnecessárias, e aproveitem o que tem de aproveitar, e tomem muito cuidado com o final, o anime não acabou, e mesmo que pudesse ter sido feito de um jeito melhor, ficou lá, largado, meia boca, incompleto, uma pena. Esperemos então pela segunda temporada, que já foi anunciada pra o ano que vem!

Aguardem que ainda teremos mais Tokyo Ghoul no RM!

 

Só aqui, no Blog RM!

Grande Abraço!

Lucas M. Rodrigues, LMR, Co-Fundador.

– Opening (Abertura): Unravel (Versão Anime) – TK from Ling Tosite:

-Ending (Encerramento): Seijatachi (Versão Anime) – People In The Box:

Equipe da Publicação:

Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.
Revisão: Carlos A. Oyama.
Tradução: Julio I. Arrivabene.
Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Lucas M. Rodrigues.
Colaboração: Julio I. Arrivabene.

 

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