Resenha RM#37 - Toradora Pt

Resenha RM#37 – Toradora Pt.2

RESENHA MORTIFERA!

Toradora

(Toradora – Anime Pt.2)

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-Autor: Yuyuko Takemiya.
-Diretor: Tatsuyuki Nagai.
-Editora Original: Kodansha, Even.
-Editora Brasileira: Sem.
-Estúdio: J.C. Staff.
-Exibição Original: 02 de Outubro de 2008 – 26 de Março de 2009.
-Exibição Brasileira: Não exibido no Brasil.
-Emissora Original: Tv Tokyo.
-Emissora Brasileira: Não tem.
-Temporadas: Duas.
-Arcos Abordados: 1ª Temporada.
-Episódios: 25.
-Duração: 24 Minutos.
-Gênero: Comédia, Romance, Drama.
-Público Alvo: Shonen.

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A Tigresa e o Dragão triunfam!

E aí jovens, como vão? Sim, aqui é o Lucas e trago pra vocês a segunda e última parte da nossa série de resenhas de TORADORA!

Como prometido nesta parte 2 vou trazer umas coisinhas a mais pra vocês, explicar o que raios a segunda parte tem de diferente e de uma vez por todas, dizer o que, na minha opinião, Toradora faz bem ou faz mal. Certo?

Então, se você ainda não viu a resenha passada da parte 1, vá lá e depois volte pra cá, beleza?

Bora pra resenha.

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Jovens, a parte 2 de Toradora não é um bicho de sete cabeças, vocês devem ter pensado em alguma mudança muito brusca ou escrota, mas não, não é isso, o que acontece é um amadurecimento. Sim, se a parte 1 introduz todo um contexto adolescente, paixonites, amorzinhos e os primeiros foras, a segunda vai mais fundo, pega o idealismo amoroso e insere num contexto familiar, mais dramático e mais forte. Lembram que eu comentei por cima que Toradora é bom em equilibrar drama e comédia? Pois é, isso permanece, e o romance também fica mais intenso, Ryuuji e Taiga finalmente descobrem o que verdadeiramente sentem um pelo outro.

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Uma coisa que eu achei bem fodinha é a forma como o anime trata o psicológico dos personagens, a maioria dos shoujos é muito boa nisso, mas ficam naquela lerdeza, parecem caixa de câmbio só com 2 marchas, mas Toradora é diferente. A mente dos personagens, os seus medos, vontades e principalmente os seus receios mais profundos e pessoais são muito bem explorados.
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Vocês devem ter vivenciado isso alguma vez, em que você disse, pensou ou fez algo que não tinha o menor sentido, só por medo, receio ou incerteza, certo? Esse tipo de coisa, de se forçar ou não a enfrentar a realidade, reconhecer os sentimentos do outro e as próprias emoções enriquece muito o enredo e torna os personagens muito humanos e nos faz sentir muito mais apegados a eles.

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A simplicidade da história é compensada com um ótimo desenvolvimento de personagens. A narrativa continua a mesma, como é um anime cotidiano nem tudo parece ser fechadinho e bonitinho, algumas pontas soltas podem aparecer, mas em geral elas nunca atrapalham o desfecho de Toradora. Agora jovens, falando do que realmente mudou, a temática.

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O assunto familiar ficou bem superficial na primeira metade do anime, e isso tem um motivo, ela serviu toda praticamente pra desenvolver romances, comédias e nos fazer ter empatia pelos personagens, na segunda parte ela vem com tudo. Todo mundo já passou por problemas familiares, isso é uma verdade, e Toradora apesar de ser um anime, trata bem disso.

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Ryuuji é um cara tão marcado pela ausência do pai que ele foi obrigado a amadurecer muito rápido, sua mãe sofreu tanto, perdeu tantas oportunidades que a relação deles é uma mistura de amor de mãe e filho, culpa e uma busca por compensar esse tempo “perdido”. Isso aí inclusive provoca o desfecho do anime e está diretamente ligado também com a situação de Taiga. Ela é uma personagem indescritivelmente arredia, mas existem razões pra isso, a família é uma delas.
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A dificuldade de aceitar a sua nova família, aceitar a mudança fez Taiga se tornar infeliz, solitária e buscar descontar a sua frustração e fraqueza nos outros, socando e chutando nego por aí melhor que muito jogadora sádico de futebol. Isso pode soar engraçado, mas é muito tenso.

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Mais pro final do anime vem o confronto final. Não, não é uma batalha pra decidir o futuro da humanidade, mas um confronto entre sentimentos, entre o Dragão Ryuuji e a Tigresa de Bolso Taiga. O clímax é simplesmente muito bonito, e sim, não achei outra palavra pra definir. Geralmente isso pode soar como se eu tirasse um pouco da característica “análise” da resenha, mas realmente jovens, o clímax fez tudo o que precisava fazer, aconteceu no tempo certo (ou bem próximo), com a intensidade certa e teve suas causas e consequências que foram sendo construídas bem ao longo dos episódios. Tudo isso conta.

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O desfecho já é o ponto mais polêmico do anime. Ele não necessariamente fecha certinho, como é um anime de cotidiano as coisas nem sempre se resolvem por completo, como eu comentei, então a sensação de que alguma coisa faltou pode acontecer por três motivos: Ou você amou Toradora ou odiou Toradora ou percebeu que o clímax ficou longe do final. Sim, isso mesmo jovens, o momento de maior emoção, o ápice, onde a tensão fica lá em cima, onde tudo é posto à prova fica relativamente distante do final propriamente dito, isso pode sim causar estranheza, perde um pouco da potência, mas fiquem tranquilos, eu garanto que não atrapalha a experiência geral com o anime.

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Então, recomendar ou não? Olha jovens, Toradora é talvez um dos poucos exemplos de animes meio-termos que deram realmente muito certo, não só por questões comerciais  mas pelo conjunto dele, arte, história, personagens e tudo mais, tudo foi combinado de uma maneira tão divertida e ao mesmo tempo dramática que fica muito fácil gostar, e difícil de largar. Recomendo bastante pra qualquer público, quem gosta de shoujos acho que pode sim gostar, e quem nem quer chegar perto deles pode curtir Toradora por ser um anime muito divertido e dinâmico, dramático e com um romance cativante e carismático, e principalmente um talento pra prender quem assiste.

Só aqui, no Blog RM!

Grande Abraço!

Lucas M. Rodrigues, LMR, Co-Fundador.

– Opening (Abertura): Silky Heart (Versão Anime) – Rie Kugimiya:

-Ending (Encerramento): Orange (Versão Anime) – Horie, Kugimiya, Kitamura:

Equipe da Publicação:

Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.
Revisão: Carlos A. Oyama.
Tradução: Julio I. Arrivabene.
Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Lucas M. Rodrigues.
Colaboração: Julio I. Arrivabene.

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