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Resenha RM#35 – Ergo Proxy

RESENHA MORTIFERA!

Ergo Proxy

(Erugo Purakushi  – Anime)

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-Autor: Yumi Unita.
-Diretor: Shukou Murase.
-Editora Original: Sem.
-Editora Brasileira: Sem.
-Estúdio: Manglobe.
-Exibição Original: 25 de Fevereiro de 2006 – 12 de Agosto de 2006.
-Exibição Brasileira: Não exibido no Brasil.
-Emissora Original: WOWOW.
-Emissora Brasileira: Não tem.
-Temporadas: 1 Temporada.
-Arcos Abordados: Temporada completa.
-Episódios: 23.
-Duração: 24 Minutos.
-Gênero: Cyberpunk, Steampunk, Suspense, Ficção Científica, Drama, Ação.
-Público Alvo: Seinen.

Entendendo Ergo Proxy (ou não…)

Yo! E aí jovens, de boa? Aqui é o Lucas e hoje trarei mais uma resenha completa pra vocês, e não de um anime qualquer, trago ERGO PROXY!

E se você vivesse num mundo onde não existisse liberdade? “Ah, mas a vida já é assim Lucas” Tá, ta bom, mas vamos falar do anime, beleza?  Se você vivesse numa sociedade em que a única ordem do dia é “consuma”, “compre”, “gaste”? Pode parecer só o maior pesadelo de um esquerdinha, mas é sobre isso e muito mais (muito até demais) que trata Ergo Proxy.

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Começamos com nossa protagonista, Re-1, yeah, o nome dela tem um número, e ela é cara da Amy Lee sem tirar nem por. Re-1 é uma inspetora do escritório de inteligência da cidade de Rombo, sendo ela a neta de seu Regente, Donov.

Romdo é marcada pela convivência entre humanos e os andróides, chamados de AutoReivs, que ao mesmo tempo em que são servos são seguranças e zelam pela ordem da cidade: O consumo.

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Jovens, a começar pelo enredo. A história de Ergo Proxy é acima de tudo, confusa. Inicialmente vemos Re-1 em sua monótona rotina, até que surge o vírus Cogito, capaz de infectar e tornar os AutoReivs conscientes de sua própria existência e cai de para-quedas o misterioso imigrante Vincent Law.

Tudo parte deste encontro, os dois personagens e o mistério policial de ficção científica e suspense em busca do que é o vírus Cogito e como destruí-lo dispara todos os acontecimentos do anime.

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O que vem depois jovens é uma mamata inacreditável, a princípio as coisas são muito interessantes, novas e atraentes, a gente fica realmente apreensivo em tentar descobrir o que cacetes é o vírus, como ele age e o que ele faz com os robôs, e a idéia de que eles podem se tornar conscientes a partir dele dá uma visão totalmente além do bem e do mal pra eles.

O problema é que  Ergo Proxy não tem a menor idéia de como contar a sua história, e aí já entramos na narrativa. A narrativa é simplesmente a mais complicada, confusa, cansativa e horrível que já assisti até hoje, comparando com todos os animes que já vi, ficando perto de Serial Experiments Lain e Boogiepop Phantom facinho.

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Nada faz sentido em como Ergo Proxy conta as coisas, como é um anime que traz muitos temas complexos, a maioria deles indo para o lado filosófico, existencial, social e político, muita coisa é realmente difícil de entender, tem várias e várias camadas que exigem que a gente conheça alguma coisa previamente ou que tenha muita paciência pra entender o que raios o anime quer dizer. O duro é que não dá pra entender NADA.

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Todos os temas, os assuntos fodas ficam uns por cima dos outros, são explorados da maneira mais bugada, zuada e embaralhada possível, e no meio deste monte de coisa que não dá pra entender está mais um monte de enredo completamente cortado, jogado numa sacolinha e tirado sem mais nem menos e jogado no anime, é muito prejudicial cara, torna tudo chato, monótono, lerdo e frustrante.

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O clima de Ergo Proxy é um dos mais daoras que vi, é bem escuro, denso, pesadão mesmo, fechado e intensamente depressivo, combina bem com o lado suspense, mas quase nada com o lado ação.

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Os personagens são profundos sim, mas não é uma profundidade interessante, já que Ergo Proxy simplesmente não consegue desenvolver nada direito, eles ficam chatos, irritantes e quase nunca fazem parte de alguma coisa relevante, e quando acontece não dão nem de longe aquela impressão de “agora sim vai ter!”

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A animação é lindíssima, é uma combinação muito bonita de 2D com 3D quase tão grandioso quanto a de Psycho Pass, que veio muito tempo depois, mas eu vi umas coisinhas escrotas na animação, e esse tipo de coisa acontece geralmente quanto os personagens estão muito distantes, de perto são bem detalhados.

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A trilha sonora é boa cara, ela é legal e são uma das poucas coisas que a gente realmente pode gostar e guardar na cabeça, por que o resto a gente simplesmente chega num ponto que não liga mais.

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Então jovens, vamos aos finalmentes. Ergo Proxy é um anime interessante? Sim, com certeza, mas é preciso ter um nível inacreditavelmente divino de paciência, atenção e montar o seu próprio quebra cabeças pra compreender o que se passa, e saber das milhões de referências filosóficas do anime ajuda a entendê-lo também, se você não conhece pode boiar por boa parte dos episódios, mais do que simbologia eles realmente influenciam a trama.

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Os falatórios são te cansar com certeza, a quantidade de cenas de falas, falas e mais falas, de cenas paradas, paradas e mais cenas paradas são um saco, e as de ação são muito bem vindas na maioria dos casos, mesmo que não compense a frustração.

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Olha jovens, é certeza de que eu não vi tudo em Ergo Proxy, devo ter deixado alguma coisinha passar e estaria muito interessado naquilo que vocês viram, aliás, é isso que o anime causa, pontos de vistas diferentes.

Mas uma coisa é certa, Ergo Proxy é um anime que tenta ser tão complexo, tão “intelectual” e inteligente que chega a ser estúpido, babaca e um anime underground só pra fazer pose.

Só aqui, no Blog RM!

Grande Abraço!

Lucas M. Rodrigues, LMR, Co-Fundador e Ergo Proxy desgraça cérebros.

-Opening(Abertura): Kiri (Versão Anime) – Manoral:

-Ending (Encerramento): Paranoid Android – Radiohead:

Equipe da Publicação:

Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.
Revisão: Carlos A. Oyama.
Tradução: Julio I. Arrivabene.
Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Lucas M. Rodrigues.
Colaboração: Julio I. Arrivabene.

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