Resenha RM#29 - Death Note Pt

Resenha RM#29 – Death Note Pt.2

RESENHA MORTIFERA!

Death Note Pt.2

(Desu Noto – Anime 2ª Temporada)

Resenha RM#29 - Death Note Pt

-Autor: Tsugumi Ohba e Takeshi Obata.
-Diretor: Tetsuro Araki.
-Editora Original: Shueisha, Weekly Shonen Jump.
-Editora Brasileira: JBC.
-Estúdio: Madhouse.
-Exibição Original: 03 de Outubro de 2006 – 26 de Junho de 2007.
-Exibição Brasileira: Não encontrado.
-Emissora Original: NTV, Animax.
-Emissora Brasileira: Sony Spin, Play Tv.
-Temporadas: 2 Temporadas.
-Arcos Abordados: 2ª Temporada.
-Episódios: 37.
-Duração: 24 Minutos.
-Gênero: Ação, Suspense, Policial, Sobrenatural.
-Público Alvo: Shonen, Seinen.

Um deus pode morrer?

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Kira, o deus do novo mundo!

E aí jovens, trago de volta pra vocês a continuação e parte final da nossa resenha de DEATH NOTE! Só recapitulando rapidão, na resenha passada demos uma olhada na primeira parte do anime, indo até o episódio 25, um pouquinho depois do final da 1ª temporada. Agora jovens, vamos resenhar todo o restante do anime a partir do “corte” que fizemos. Preparem os seus cadernos e aproveitem DEATH NOTE 2ª TEMPORADA!

O enredo de Death Note sofre uma mudança gigante nesta 2ª temporada, depois do clímax que vimos na resenha passada as coisas mudam de cara,  o que antes era um anime puramente investigativo, com muito mistério e suspense ganha muito mais ação, fica muito mais dinâmico e renovam Death Note.

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Death Note discute principalmente o que é justiça, mas existem outras coisas também, como por exemplo, o fanatismo religioso e a própria ganância e filhadaputice humana.

Mas não pensem que isso estragou o anime. Não, negativo. Na verdade jovens, eu entendo o choque da mudança de uma coisa pra outra, as diferenças são muito claras mas agora tudo fica mais intenso e abre muito mais espaço pras coisas finalmente acontecerem, não ficando só naquele lenga lenga de um tentando adivinhar o que o outro está pensando.

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Ah cara, o Near é uma cópia do paraguai do L. Por mais que ele seja importante pro final de Death Note eu não o vejo com um personagem maneiro.

Um dos pontos que podem irritar é a chamada “Saga Yotsuba”, que pega o final da 1ª temporada e termina na 2ª. Depois da [ATENÇÃO! SPOILER!] morte de “L” as coisas ficam menos centradas e se ampliam [FIM DO SPOILER], mais coisas ainda acontecem ao mesmo tempo e existem mais de um foco no anime.

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Assim como Near, Mello é um “herdeiro de L”. Ele completamente diferente dos dois, o cara é explosivo, porra loca e é melhor e se não fosse por ele a Parte 2 de Death Note continuaria naquele lenga lenga puramente investigativo.

Isso pode deixar a impressão de que nada está indo pra frente e que Death Note perdeu a mão, mas isso é um grande engano. Na verdade jovens a própria idéia de Justiça, o principal tema do anime volta com força total e mostra como as pessoas são por natureza egoístas, inescrupulosas e gananciosas pra ter poder e riqueza, e esta partezinha da 2ª temporada pega justamente isso e diz “ó, Kira tem  um propósito, mas e outras pessoas? O que elas fariam se tivessem o poder da morte nas mãos?” Sacaram a ideia? E isso eu achei uma escolha muito inteligente.

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Saca aquele jornal sensacionalista bagaralho? Pois é, Death Note também tem, e usa isso pra mostrar que todo mundo usa todo mundo, e que nenhuma ideia bonita é maior que a ganância.

A forma de contar a história ficou muito mais dinâmica, mais rápida e deixou as coisas mais interessantes. Sim isso mesmo, não é porque um personagem importante morreu que perdeu a graça, pelo contrário, Death Note se renovou sem perder o seu jeito de fazer as coisas.

Design, animação e trilha sonora jovens, Death Note ainda continua muito bom, as músicas aliás, ficaram muito mais agressivas e combinaram pra caramba com a nova cara do anime.

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Death Note continua forte na sua veia policial, e na boa, apesar de poder te deixar confuso algumas vezes, continua maneiro. (Mas no final sim o negócio fica inacreditável)

Uma coisa que não comentei antes e que comento agora é o lado da fantasia em Death Note. Os Shinigamis são deuses da morte que usam os Death Notes para matar pessoas, entre eles temos Ryuk o Shinigami de Light. Seu carisma é muito grande e ele representa a morte indiferente, ele não está nem aí pra nada e só quer ver o circo pegar fogo.

Nunca é explicada origem dos Shinigamis, aliás, eu achei isso ao mesmo tempo uma falha e uma coisa boa. Apesar de deixarem este furinho na verdade ficar explicando sobre os Shinigamis nem ia valer muita coisa e iria acabar atrapalhando o foco na história. Pelo menos eu penso assim.

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Death Note e sua “Takada” de mestre. HUE Zoeras à parte, o anime amarra tudo certinho e tenta ao máximo não deixar pontas soltas.

Novos personagens entram em cena, Teru Mikami, Near, e Mello, ambos os últimos “herdeiros de L”. Mello é disparado o mais porra loca, e ao contrário do que L fazia, Mello é o cara que bota a mão na massa e um dos personagens que mais faz o anime ganhar força.

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Teru Mikami nos ensina que escrever pode ser a coisa mais épica que você pode fazer na vida. ELIMINAR, ELIMINAR, ELIMINAR! Ele traz de volta o questionamento sobre a justiça.

Near eu já digo que é um tremendo pé no saco, é uma tentativa de trazer a personalidade de L de volta num personagem fraco e que inclusive que tira um pouco do carisma que L tinha. Teru Mikami é um personagem a parte. Ele parece só mais um, mas não é jovens, ele traz de volta toda a importância lá do comecinho do anime sobre os valores da sociedade, afinal de contas, mesmo que por uma boa razão, não é errado matar?

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O finalzinho jovens é absurdo. Tão ligados no esquema de um tentar enganar o outro? Então, o final é cheio disso, parece um jogo de xadrez em que cada um havia previsto trocentas jogadas antes um do outro. Dá um nó na cabeça….

Mikami vê Kira como um deus que irá varrer o mal da Terra e este tipo de coisa levanta outros assuntos em Death Note como o fanatismo religioso e o uso disso pra justificar as coisas mais terríveis. Viram até onde o anime chega? São temas pesados e bastante corajosos eu diria que são encaixadinhos certinho na história ao invés de serem largados por aí como seria mais fácil fazer.

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Mas então, e aí, como acaba Death Note?

Ah, vamos lá. O clímax é estranho. É, foi o que eu achei, sério mesmo. É trazido de volta toda aquela coisa repetitiva de “eu sabia que você sabia antes que você soubesse que eu sabia”, só que ao invés de ser com o L é com o Near. Ah cara na boa, apesar de ser parte da identidade de Death Note, chega uma hora em que fica meio forçado. O bom é que o contexto do anime já é bom o suficiente pra tornar aquilo bom também.

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Apesar dos pesares o final é sensacional, você vai ter que repensar mais de uma vez sobre o que aconteceu pra entender, mas é isso que Death Note causa, e é por isso que ele parece tão denso e também tão intenso.

O desfecho com certeza é a maior polêmica e tenho certeza que aconteceu da maneira mais épica que era possível. A sensação que o final traz é de explosão de emoções, de choque, seguida de despedida, de conformidade com o fim, é como todos já soubéssemos lá no fundo como iria acabar mesmo desejando que não acabasse daquele jeito –as pessoas que torciam pelo Kira então nossassinhora.

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E sim termina a nossa resenha da Pt.2 de Death Note. A justiça é uma arma, e por isso jovens tomem cuidado. Death Note nos ensina que o poder corrompe a humanidade, e não existe verdade tão grande quanto essa.

Death Note jovens, é um anime excelente, uma obra-prima com certeza, tem sim claro todos os seus defeitos mas nenhum deles sequer chega a atrapalhar a experiência de assistir. Assistam com gosto, aproveitem bastante principalmente se você quer ver um Shonen diferente e mais pesado. Pra quem não curte muito isso assista também, por mais que não seja tão foda pra você com certeza vai ser uma experiência muito boa.

Grande Abraço!

Lucas M. Rodrigues, LMR, Co-Fundador e ainda não comprou seu Death Note.

-2ª Opening (Abertura): What’s Up People? (Versão Anime) – Maximum the Hormone:

-2ª Ending (Encerramento): Zetsubou Billy (Versão Anime) – Maximum the Hormone:

Equipe da Publicação:

Autoria: Lucas M. Rodrigues.
Direção: Lucas M. Rodrigues.
Edição: Jeferson Capizani.
Revisão: Carlos A. Oyama.
Tradução: Julio I. Arrivabene.
Roteiro: Lucas M. Rodrigues
Diagramação: Jeferson Capizani.
Redação: Lucas M. Rodrigues e Jeferson Capizani.
Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jeferson Capizani.
Publicidade: Daniela Duarte.
Colaboração: Julio I. Arrivabene.

2 thoughts on “Resenha RM#29 – Death Note Pt.2”

  1. Esse segunda parte de DN ficou um pouco de graça sem o “L”, o como disse o Near não teve o mesmo o carisma.

    E realmente o final foi supremo (embora eu estivesse torcendo pro Light rs), resta agora ver com vai ficar a versão hollywoodiana dirigida por Gus Van Sant.

    abrçs!

    1. Fala Ric! O Near foi um L genérico, só serviu pra fechar mesmo. Eu tenho, ainda que seja pouca, alguma esperança de que a nova adaptação seja interessante, os live action japoneses foram corajosos eu admito, mas eu achei muito fracos.

      Abraços procê também!

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