Resenha Ao No Exorcist Wallpaper de Intro

Resenha RM#1 – Ao No Exorcist!

RESENHA MORTÍFERA!

(Ao No Exorcist – Anime

Blue Exorcist – O Exorcista Azul)

Resenha Ao No Exorcist Wallpaper de Intro 

FICHA TÉCNICA DA SÉRIE: -Autor: Kazue Kato. -Diretor: Tensai Okamura. -Editora Original: Shueisha. -Editora Brasileira: JBC. -Estúdio: A-1 Studios. -Exibição Original: 17 de Abril de 2011 – 2 de Outubro de 2011. -Exibição Brasileira: Não exibido no Brasil. -Emissora Original: MBS, TBS. -Emissora Brasileira: Não tem. -Temporadas: 1 Temporada, com 2ª Confirmada. -Arcos Abordados: Filho de Satã; Colégio Vera Cruz. -Episódios: 25. -Duração: 24 Minutos. -Gênero: Luta, Ação, Aventura. -Público Alvo: Shonen (Adolescente masculino).  

 Resenha Ao No Exorcist IV editado

Ao No Exorcist

 Exorcizando o seu preconceito contra demônios

E aí jovens mancebos, beleza? É, depois de tanto tempo estamos aqui de volta com mais um anime pra vocês! Como passaram 2013? Como estão passando 2014? Prontos para mais uma série aqui no RM? Então jovens, sejam bem vindos ao RM 2.0, e aproveitem, que fizemos pra vocês uma semana completaça de AO NO EXORCIST!!! OZZYEAH! Confiram! Ao No Exorcist é um anime diferente. É um Shonen curto, ao contrário dos “popularzões” (que não raro, ultrapassaram 100 Episódios) e que trata do clichê tema “demônios” de uma maneira bem particular, mas, será que realmente esse “diferente” faz a “diferença”? Ao No Exorcist nos conta a história de Rin e Yukio Okumura, dois irmãos gêmeos totalmente diferentes em personalidade, que moram juntos com seu pai, o Padre Shiro Fujimoto, um exorcista. Rin é rebelde, não consegue se relacionar na sociedade, enquanto Yukio é um exímio estudante e popular com todo mundo. Num belo dia, Rin é provocado por um cara na rua, a tal ponto que percebe que tem algo errado com o cara (tipo, ele é um demônio…), mas é salvo por seu pai. Ao ser salvo, seu pai revela o que jamais imaginou em toda a sua vida: Na verdade, Rin é filho de um demônio, e não de um demônio qualquer, Rin é filho de Satã! Resenha Ao No Exorcist VI editado Resenha Ao No Exorcist VII editado É assim que Ao No Exorcist começa jovens, com uma porrada bem impactante eu diria. Mas então, o que dizer sobre o anime como um todo. O Enredo do anime é relativamente simples e impactante. A idéia de ser filho e ter poderes de demônio (ainda mais Satã) é bem manjada, sendo que a maioria dos Shonens tem esse recurso de dar poderes ocultos aos protagonistas, ainda mais poderes que são dos próprios inimigos (acreditem, dá um efeito bem interessante, mas é clichê). O início se resume a Jornada do Herói, com Rin saindo de sua vida medíocre e indo para o Colégio Seijuji dirigido pelo “palhaço” Mephisto Pheles, abrindo ao protagonista o mundo para o conhecimento dos demônios. A Narrativa do anime é bem curiosa, ela não cansa, não é rápida e nem devagar demais, mostrando as coisas muito bem, mas ela tem um problema grave que enche o saco: Ela não sabe dar foco. Os personagens cada um tem o seu episódio de desenvolvimento (que aliás, não tem ligação com o Enredo, funciona quase como Filler), e depois nada mais acontece, ficam lá, panguando. Isso faz acontecer duas coisas: Atrapalham a empatia com quem assiste, e atrasa o andamento da história.Resenha Ao No Exorcist XII editado Resenha Ao No Exorcist X editadoI Resenha Ao No Exorcist X editado Como Shonen que é, Ao No Exorcist conseguiu fazer uma coisa bem maneira: Pegou um contexto religioso, o Cristianismo, e moldou tudo na ação, não existe um único traço de terror, suspense ou “lição de vida” (saca, aquelas mensagens bíblicas?), o que dá uma cara e um estilo próprio pro anime, e isso eu achei bem legal, compensando até a falta de expansão do universo ficcional, acreditem, não há uma só menção a anjos no anime. A Temática não tem muita coisa de diferente dos demais Shonens, trata de amizade, companheirismo, e estas coisas que estamos acostumados a ver. Mas se tem uma coisa que eu realmente achei muito foda no anime foi algo que fica mais claro mais pro final, que é onde o contexto religioso dele quase, (sim, “quase”) causa um clímax sem igual em qualquer Shonen, e que também “quase” criou uma armadilha de roteiro foda.  É a questão de Satã. Pois é, ele mesmo, o tinhoso. Os demônios nos animes são vistos como criaturas essencialmente malignas, salvas algumas exceções, em que ajudam humanos. Resenha Ao No Exorcist XIII editado Resenha Ao No Exorcist XIX editado Resenha Ao No Exorcist XX Ok, mas nunca, em momento algum dos animes uma figura tão icônica como Satã foi usada de uma maneira tão inteligente. Vou explicar. Satã é a origem de tudo que é contado no anime, uma vez que o protagonista dependeu deste personagem pra existir. O relacionamento que a mãe dos protagonistas [SPOILER] tinha com Satã era de pena e compaixão. Sim, isso mesmo. Imagine que você é o Rei dos Demônios. Você queima tudo, destrói tudo, mesmo sem querer, e sofre por isso, pois reconhece que jamais, JAMAIS vejam bem, poderá amar alguém. Agora unam isso com o pensamento mega revolucionário da mami dos protagonistas, Yuri: “Unir o mundo dos humanos com o dos demônios, para que ambos aprendam a conviver”. Sacaram o que isso deu? É praticamente uma revolução contra o preconceito entre humanos e demônios. Jovens, essa Temática é muito forte, mas como eu comentei, bate numa armadilha de roteiro: Se Satã tem boas intenções e a Yuri também (que no caso, representa humanos), e tudo pode dar certo, então, pra que a rivalidade? É aí que entram os personagens.   Resenha Ao No Exorcist XV editado Resenha Ao No Exorcist XXII editado Os personagens do anime são no geral, bem legaizinhos, alguns, bem básicos clichês (a garotinha bonitinha, a mulher gostosona, o rebelde, o mauricinho, etc), mas o que dá justamente um “tcham” a mais, é Mephisto Pheles, Satã, Shiro Fujimoto e Yuri. Yukio e Rin fazem evoluir a história, mas não tem o mesmo carisma de nenhum destes quatro. Mephisto é um trollador inacreditável, manipulador e interesseiro, Shiro Fujimoto é um estereótipo de velho tarado divertido, mas tem muita importância, também é o usurpados Ernest, que é até interessante, mas Yuri e Satã formam o casal que fez todo o anime acontecer. Satã em particular é de longe, o mais curioso, porque, bem, apesar de tudo, ele ainda é Satã, e nada, NADA vai mudar o fato dele ser um maldito sacana, que não se importa com mais ninguém, e mesmo tendo uma razão nobre, que é defender o sonho de Yuri, ele não sabe fazer isso de maneira muito “amigável”, preferindo tocar o puteiro em tudo mesmo. E isto jovens, é o grande trunfo de Ao No Exorcist, é o que o faz ser “diferente”, a profundidade dos personagens principais e da sua temática incomum e interessante.

Resenha Ao No Exorcist XXIII editado

O grande problema do anime é o Desfecho. Nos últimos episódios, apesar da incrível fodice dos acontecimentos, não há razão alguma que justifique, e coisas muito, muito bizarras e bruscas começam a acontecer do nada, tentando justificar estas coisas fodas. A Trilha Sonora do anime é incrível, combinando perfeitamente com a atmosfera, as aberturas, os encerramentos e a música de fundo são geniais, e tão viciantes que mesmo não sabendo nada de japonês  você vai ficar com elas tocando durante dias na sua cabeça. O Design de Ao No Exorcist é lindíssimo, proporcional e apesar de não ser inovador, é facilmente reconhecível. A Animação também é boa, não tem erros explícitos e é bem agradável. A dublagem não tem faltas claras de sincronismo, e as vozes combinam inacreditavelmente bem com os personagens. Resenha Ao No Exorcist XXIV editado Resenha Ao No Exorcist XXV editado Mas então? Ao No Exorcist é bom ou não? Olha, Ao No Exorcist é um anime cheio de pequenos defeitos, falta de foco, problemas de desfecho, armadilhas de roteiro  e etc, e por mais que tenha ficado diferente do mangá e bla bla bla (analisei apenas o anime, não o mangá) é um anime muito bom. É divertido, tem boas lutas, tem bons personagens, um bom enredo, uma narrativa legal e consegue deixar sua marca bem fácil. O problema é que, OBRIGATORIAMENTE, TEM QUE HAVER UMA 2ª TEMPORADA. Sim, porque apesar da fodice, o finalzinho ficou completamente em aberto, deixando de explorar a riquíssima Temática. Eu recomendo a todos que queiram assistir um Shonen diferente, mais curto e intenso, as qualidades superam os defeitos, e por isso jovens, vale a pena assistir, mas tomem cuidado com o final, ele pode tanto ser um sopro de esperança quanto um tiro no pé de Ao No Exorcist! Resenha Ao No Exorcist V editado Resenha Ao No Exorcist XXVI editado

-1ª Opening (Abertura): Core Pride (Versão Anime) – UVERWorld:

-2ª Opening (Abertura): In My World (Versão Anime) – ROOKiEZ is PUNK’D:

-1ª Ending (Encerramento): Take Off (Versão Anime) – 2PM:

-2ª Ending (Encerramento): Wired Life (Versão Full) – Meisa Kuroki:

Lucas M. Rodrigues, LMR, 07 de Fevereiro de 2014, São Paulo, SP. Equipe da Publicação: Autoria: Lucas M. Rodrigues. Direção: Lucas M. Rodrigues. Edição: Jefferson Capizani. Revisão: Carlos A. Oyama. Tradução: Julio I. Arrivabene. Roteiro: Lucas M. Rodrigues Diagramação: Jefferson Capizani. Redação: Lucas M. Rodrigues e Jefferson Capizani. Produção: Lucas M. Rodrigues, Carlos A. Oyama e Jefferson Capizani. Publicidade: Jefferson Santos. Colaboração: Julio I. Arrivabene.

Leave a Reply